29 de janeiro de 2015

Maternidade Ativa: Amamentar pode doer, mas vale a pena!

imagem: arquivo pessoal

Que eu sou ativista da amamentação vocês já sabem! Expliquei meus motivos aqui e aqui. Também vivi todo o caos que vivem as mães para conseguir amamentar um filho em uma época onde valoriza-se tanto o artificial, o distanciamento... meu primeiro filho mamou até 1 ano e 6 meses e eu achei pouco, eu penso que deveria ter sido mais, mas ele foi deixando assim que engravidei. Desconfio que aqueles anticorpos ainda fazem falta nele... Meu filho do meio mamou até os 2 anos e 4 meses, desmamou sozinho; meu caçula mamou até 2 anos e nove meses e também largou o peito e seguiu para a vida de menino.

Sobre amamentação, eu já fiz piada, já ri e já chorei, já invejei gente que deixava o bebê de poucos meses na casa da vó e ia viajar, passear ou fazer um curso. Sim, não é fácil a vinculação da amamentação exclusiva: ela é feita e projetada pela natureza para só-dar-certo-com-você. Ninguém mais serve, só a mãe!

E para combater o romantismo, os floreios, os rococós que as próprias mães fazem sobre tudo que envolve a maternidade, trago aqui a história de uma mãe que tinha uma ideia fixa: amamentar a filha com leite materno exclusivo! A despeito de comentários negativos e das dores - inevitáveis - a Amanda insistiu e agora conta como foi, sem enfeites, sua vida real com a amamentação da filha.

Vamos lá!





"Pode não ser interessante para algumas pessoas, mas se eu tivesse lido sobre isso ou se alguém tivesse me falado enquanto eu estava grávida da Ester, talvez eu não tivesse sofrido tanto, não só fisicamente, mas também, e principalmente, psicologicamente.

E se eu conseguir fazer com que alguma mãe/futura mãe não desista de amamentar com o meu relato já ficarei demasiadamente satisfeita. Amamentar dói! Não importa se a pega (posição da boca do bebê no seio) está certa ou errada, vai doer!! Afinal de contas tem alguém amassando, apertando, salivando e esfregando o seu mamilo. Vai doer e nada do que você faça vai impedir isso. As pomadas específicas vão amenizar a dor, hidratar os seios e ajudar nas fissuras (rachaduras), mas não vão impedir que você sinta dor.

Algumas mães sentem mais outras menos. Só que essa dor é temporária (ainda bem!) e só vai durar, em média, 40 dias, depois vai melhorando. Aí que está o problema, esses dias iniciais! Por sentir uma dor horrível nos primeiros dias de nascimento da Ester, eu tinha pavor de amamentar. Toda vez que se aproximava do horário dela mamar eu entrava em desespero, pois sabia o que me aguardava. A dor era tanta que eu chorava de soluçar (e olha que sou até forte para dor). Então eu ia adiando as mamadas, mas é claro que não resolvia, pois ela, recém-nascida, só queria mamar. Foi aí que, por não amamentar, meu peito empedrou e a dor aumentou! Além de bico machucado, fiquei com a mama dura de tanto leite não utilizado!

Nesse momento eu ouvi o seguinte: "Dá mamadeira para ela, assim ela enche a barriguinha e seu peito não dói. Pelo menos até essa dor passar, depois você volta para o peito". Recusei o conselho, pois não queria dar mamadeira para ela, uma vez que tenho consciência da importância do leite materno para a criança. Mas não teve jeito, depois de muita dor e de muita insistência para dar a mamadeira acabei cedendo.

Foi aí que os problemas começaram. A mamadeira, por mais que tenha o bico super parecido com o mamilo e que a marca seja a melhor de todas (a minha era excelente), sempre vai ser mais fácil para o bebê do que ter que sugar o seio. A própria posição que damos a mamadeira facilita o processo. Então depois que experimentou a mamadeira, a Ester sugava bem pouco o seio e depois chorava de fome. Mas era eu dar a tal da mamadeira que ela se saciava e ficava toda mole.

A cada mamadeira dada era um sofrimento para mim, parece que doía mais do que o incômodo no seio, pois quando o bebê está sendo amamentado não é só leite que sai de nós, mas muito amor junto! A mamadeira era fria, era mecânica. Eu sentia vontade de chorar ao dar mamadeira para ela, mas dentro de mim eu falava que aquilo ali era passageiro e logo daria somente o seio!! Mas não foi tão fácil.

Nesses momentos em que ela chorava de fome, que na verdade não era fome, mas era de "raiva" por ter que fazer força para sugar o seio, já que a mamadeira dava de graça o leite e sem nenhum esforço, o que eu mais ouvia era:

"SEU LEITE É FRACO!"

"SEU LEITE NÃO SUSTENTA A ESTER!"

"ACHO QUE VOCÊ PRODUZ POUCO LEITE!"

"SEU PEITO DEVERIA ESTAR MAIOR!"

"DÁ MINGAU PARA ELA, POIS ASSIM ELA FICA SATISFEITA!"

"VOCÊ NÃO ESTÁ DANDO CONTA DE AMAMENTAR ELA!"

Um apelo!

Se as pessoas soubessem a dor que essas palavras trazem para uma mãe que está tentando amamentar um filho elas sequer cogitariam a possibilidade de falar isso. Não foi uma e nem duas vezes que depois de ouvir essas palavras eu engolia seco, disfarçava e me trancava no primeiro cômodo que visse para chorar. Chorava por me sentir incapaz de alimentar a minha própria filha. Mas dentro de mim eu sempre falava: "Minha filha ainda vai mamar só no peito, se Deus quiser!"

Fiz chá de hortelã, comi canjica, tomei leite, fiz tudo o que me ensinavam para "aumentar a produção de leite", pois eu quase acreditei que não tinha o suficiente. Comecei, então, a ignorar esses comentários nada incentivadores e, me enchi de segurança, e disse: "Ela vai mamar só no peito, Deus me fez mulher e me deu dois seios saudáveis e capazes de sustentar a fome da minha filha!".

Fui reduzindo a quantidade de mamadeiras até chegar ao ponto de não precisar dar mais nenhuma!! Comecei a observar com mais detalhes os chorinhos da Ester, nem sempre quando um bebê chora é fome! As pessoas ao redor que não estão com você todos os dias sempre vão dizer: É FOME! Mas você que é mãe e que está a todo o momento com o bebê sabe que pode ser sono, dor, irritabilidade, cólica, gases, frio, calor, ou até mesmo vontade de um colinho!

Então, graças ao meu bom Deus e muito apoio do meu marido, hoje eu posso falar que a minha filha, depois de muita insistência e determinação, mama EXCLUSIVAMENTE no peito! Nada de mamadeira, só leite materno! E olha só, é suficiente para ela!! Ela fica saciada, feliz e tranquila!! Enquanto algumas pessoas reclamam por acordar de madrugada para dar mamar eu levanto feliz da vida por ter de amamentar ela!

Não estou criticando quem prefere dar a mamadeira ou quem por algum motivo, ainda que quisesse muito, não pôde amamentar. Estou apenas mostrando para aquelas mães que, assim como eu, se sentiam inseguras e frustradas na hora de amamentar, que nós somos capazes, que nosso corpo consegue produzir leite suficiente para os nossos filhos.

Não existe leite fraco, TODO LEITE MATERNO É BOM E FORTE!

Sobre a quantidade de leite, QUANTO MAIS VOCÊ AMAMENTA, MAIS SEU CORPO PRODUZ LEITE!

Sobre o tamanho dos seios, NÃO SOMOS UM ESTOQUE DE LEITE PARA TER OS SEIOS IMENSOS, É A CADA MAMADA QUE NOSSO CORPO PRODUZ REALMENTE O LEITE!

Tive que descobrir tudo isso sozinha, depois de muito pesquisar, ler, conversar com outras mães, pediatra, e depois de muita insistência mesmo, pois não é fácil, mas com muito amor a gente consegue!!!!

Portanto, ignore os comentários ruins e absorva somente os bons, o nosso psicológico tem poder sobre tudo, inclusive sobre a amamentação. A única coisa que indico é beber muita água, de resto o nosso corpo toma conta!"




Lindo, né?

Conta pra nós como foi sua experiência com a Amamentação... sem enfeites, só a realidade!!!

Para saber mais, acesse o portal Aleitamento.com e assistam um vídeo com dicas bem legais!

Aqui você consulta se qualquer substância química pode ou não ser utilizada por mães que amamentam!

Imagem daqui


Imagem daqui







26 de janeiro de 2015

Maternidade Ativa: Amamentação: Carta de uma mãe que quer amamentar...

foto: arquivo pessoal

Adoro cartas de mãe para filhos! Temos umas lindas aqui e aqui... e quando estas cartas envolvem superação e entrega materna, são ainda mais emocionantes. Mariana escreve para a filha sobre os desafios e a luta que travou para conseguir amamentá-la, mesmo com os prejuízos advindos de uma mamoplastia, quando mais jovem.

Amamentação e superação: mais uma bela história:



"Filha, com 19 anos a mamãe fez uma mamoplastia - redução do seio - que deu super errado porque a auréola do lado esquerdo necrosou. O resultado não foi satisfatório, inclusive esteticamente. Como sempre quis ser mãe, tive muita insegurança se conseguiria amamentar. O médico disse que não tinha como garantir, só quando eu tivesse filho ia saber. Além disso, a mamãe quase não tem bico nos seios.

Bom, você nasceu e a minha doula não foi embora enquanto eu não consegui te fazer mamar. Foi difícil para você aprender, principalmente porque não tenho bico. Mas conseguimos e a nossa primeira noite foi com você de um peito para o outro, mamando o colostro. (Dormiu o dia inteiro e a noite ficou com fome).

Depois de uns 2, 3 dias, já na casa da vovó, desceu meu leite e eu já pude notar que o seio direito ficou enorme e o esquerdo não. Quase não desceu leite do lado esquerdo, justamente o seio que eu tive necrose.

A doula e o médico me orientaram a continuar colocando você nele para estimular e foi o que eu fiz, mas não mudava muita coisa, logo você se irritava nele. Como é muito comum, meus dois bicos machucaram. Me diziam que por volta de uns quinze dias o meu organismo se acostumava, o bico 'calejava' e eu me contorcia de dor para amamentar, principalmente quando você abocanhava o peito... isso somado ao pós-parto, à recuperação dos pontos no períneo, à distância do seu pai (que estava em Cacoal e nós em Brasília) e às emoções do puerpério... não foi nada fácil!

Eu contava os dias para que passassem logo os 'tais quinze dias'... bom, chegou o 15º dia e nada de melhorar. Enquanto isso, você chorava até que bastante, bem mais à noite, e a mamãe só conseguia te acalmar no peito, o que era um tremendo sacrifício, já que você ficava às vezes uma hora e meia mamando sem parar, como se fosse uma chupeta.

Eu e a vovó achávamos que você estava com as famosas cólicas e, de fato, você tinha gases; mas também tinha fome! Constatei isso quando te levamos ao pediatra com 18 dias e vimos que só havia engordado 12g por dia e o mínimo seria 20g. Ele orientou que eu te desse complemento com o leite artificial e disse que você poderia ganhar força e sugar mais forte e estimular o peito a produzir mais e tinha chance de você mamar só no peito depois de 15 dias.

Meu sentimento foi se frustração quando percebi que teria que complementar... Senti vontade de chorar e medo de que você largasse meu peito. Eu já tinha me informado sobre relactação, que é uma forma de amamentar com uma sonda acoplada numa seringa e você mamando no peito. Foi o que eu decidi fazer, para não oferecer mamadeira e correr um risco maior que largasse o peito. Isso dá um trabalhão! Eu dava sempre primeiro o meu leite e depois o complemento. O complemento eu dava no seio esquerdo, para continuar recebendo estímulo de sucção. Me disseram que com um mês o peito "calejaria" e melhoraria a dor... você completou um mês e eu ainda sofria com dor! A dor era mais forte no peito direito, que era o que mais você mamava. Ele ficou rachado no meio. Não eram fissuras, mas talvez você mamando errado. O peito ficava vermelho e não ficava dolorido apenas no bico, doía lá dentro também.

Eu usei pomada, raspa da casca de banana, o meu próprio leite, concha de silicone, ordenhava o leite e nada fazia melhorar, só analgésicos que me aliviavam a dor, mesmo assim apenas temporariamente. Então, você já maiorzinha, com mais de um mês, foi à pediatra aqui em Cacoal. Ela me passou uma pomada e foi o que resolveu os machucados no bico. Foram mais de 40 dias de dor e vermelhidão! Mesmo assim, nada me fazia pensar em desistir... o vínculo que criamos e os benefícios do leite materno me motivavam.

No entanto, com o tempo, não teve jeito. Só meu peito não te alimentava. Fiquei uns 45 dias fazendo a relactação com seringa, mas a quantidade de leite que você ingeria foi aumentando e a relactação tornou-se inviável. Um dia eu realmente cansei e desisti... Conversei com você que eu não gostaria que largasse meu peito e ofereci mamadeira. E estamos assim até hoje. Você não largou o peito, está com 2 meses. De madrugada, normalmente, só mama no meu peito, de dia mama os dois. Fico feliz por todo meu esforço estar dando certo, e torço de todo coração que eu possa te amamentar por no mínimo 6 meses e além, até quando você quiser. Me sinto uma vitoriosa até aqui e não sinto que vá largar meu peito... É muito amor não é mesmo, filha ?

Tudo isso para você saber da minha doação e para que saiba que temos que lutar verdadeiramente pelo que queremos e pelo que vale a pena.

Por amor e com amor,

Mamãe Mariana"


Essa é Alice, aos 4 meses, que segue feliz mamando no peito!










16 de janeiro de 2015

Maternidade Ativa: blogueira rondoniense ensina a Maternar e Brincar


A maternidade é sempre capaz de causar revoluções! O blog Parto em Rondônia está cheio de histórias bacanas de mulheres que encaram o 'ser mãe' de uma forma muito alto astral, equilibrando-se entre as tantas atribuições que a vida nos traz. Ser mãe é a maior de todas as aventuras e o maior de todos os compromissos. Tudo o mais vira detalhe, quando se fala em cuidar e educar de um ser humano.


E a maternidade ativa (quer saber mais? Clica), com envolvimento consciente, apego, reflexão constante, com suas dores e amores, é o melhor portal para o amadurecimento pessoal. Enquanto ensinamos, aprendemos. Enquanto educamos, nos corrigimos. Enquanto sofremos, superamos obstáculos. Enquanto perdemos, ganhamos. Enquanto vivemos, comemoramos. Enquanto aceitamos, crescemos. Refletimos sobre nossas ações, largamos tudo para rirmos com eles. E nos divertimos também, tiramos sarro de nós mesmas, questionamos nossas visões !


Tudo isso é brincar! Brincar de viver, copiando muito bregamente a música linda do Guilherme Arantes que diz:
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde sim 
À sua imaginação


E é isso! Vai ser mãe? Pois...


Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver

e para Brincar de Viver com seus filhos, conheça a história da Gabrielle e do seu blog! Sim, Rondônia agora tá cheio de mães blogueiras, tem outro aqui - orgulho! Vamos nos divertir com ela, no seu Maternar e Brincar!!!


Sou Gabrielle Vasconcellos, mãe de Artur e gestando uma nova vida: uma menina “boneca”. Embora tenha nascido em Porto Velho, fui criada no nordeste do país, em Recife/PE. Sou Turismóloga e tenho uma especialização em Arte Educação. Tornei-me instrutora e consultora do Sebrae e Senac, ministrando cursos nos setores da Hospitalidade, Eventos e Lazer.

Como arte educadora, desenvolvi pesquisas no universo da criança e trilhei um caminho direcionado ao brincar, à cultura e à ludicidade infantil e, a cada nova experiência, crescia dentro de mim a vontade de escrever sobre a infância brincada com o propósito de sensibilizar as pessoas a olhar com mais atenção para esse universo tão rico, cheio de encantos e essencial para a boa formação da criança.


Quando me tornei mãe, decidi me dedicar integralmente à maternidade e venho colhendo deliciosos frutos desse plantio de amor. E a cada dia me sentindo mais e mais feliz pela decisão tomada.

À medida que eu acompanhava o crescimento e desenvolvimento de Artur, crescia em mim aquela vontade de escrever sobre a infância. Logo, o desejo se transformou em força de realização para então dividir com outras mães informações e dicas que possam contribuir para um maternar sadio aliado ao brincar, como forma de poesia natural para a felicidade de nossos filhos. E assim, criei o blog Maternar e Brincar.

O blog Maternar e Brincar é um espaço para falar um pouco de minha vida de mãe, compartilhar minha lida aprendiz sobre a maternidade consciente; os benefícios da alimentação saudável para a família; reflexões sobre a redução do consumismo e da terceirização da educação, e ainda tem o intuito de motivar as mães à prática do brincar e a realização de atividades criativas para a criançada, ideias sobre festas ecológicas e tudo de bom que for para humanizar mais o elo entre pais e filhos.

Há cinco meses o blog foi lançado e já conquistou mais de 600 curtidores no facebook.. O público leitor na maioria são as mães e as gestantes, entretanto há pais que são ativos na educação dos filhos e também participam do blog com comentários positivos. Já venho sentindo que o Maternar e Brincar está sendo bem aceito pelos leitores porque recebo e-mails com sugestão de pautas para as publicações, dúvidas e agradecimentos pelas dicas, incentivos e brincadeiras compartilhadas.

Neste ano de 2015, o número de seguidores do blog tende a crescer, pois boas novidades estão por vir... serão conteúdos e ações que agregarão mais valor ao projeto a fim de contribuir para o multiplicação de uma maternidade menos consumista e mais consciente, ativa e presente.

Convido vocês a conhecerem o blog, o endereço é http://maternarebrincar.wordpress.com/

Espero que curtam e possam também fazer parte dessa comunidade do bem em prol de uma maternidade humanizada e uma infância mais brincada!

maternarebrincar@gmail.com

12 de janeiro de 2015

Relato de parto da Eduarda, pela Doula Talita: parto normal hospitalar em Porto Velho



Este é o primeiro relato de parto do blog, feio na visão da Doula! Muitas coisas mudaram se pensarmos que, até alguns anos atrás, Rondônia não tinha Doula e sequer relatos de experiências de parto no mundo virtual! Anos como Estado número um em nascimentos por cirurgia no Brasil e, pouco a pouco, experiências felizes de parto normal que ganham o mundo e inspiram outras mulheres, através da internet.

A Doula Talita fez parte da Primeira Turma de Formação em Doulas de Rondônia, organizada pela Bello Parto e conta aqui com muita honestidade e amor, como foi sua iniciação. Vamos ao relato!



Maria Eduarda, carinhosamente chamada de Duda, foi guerreira!
Quando a conheci estava com 22 anos, primeira gestação e a cesárea marcada.Depois de ter feito uma pintura de barriga com mandalas indianas, às 38 semanas, decidiu ter uma Doula! Foi a primeira gestante que atendi como Doula. 
Ela queria ter parto normal mais não conhecia os diversos motivos e vantagens de um parto natural . No seu chá de bebê tivemos uma reunião rápida com ela e o marido, Lucas. Passei o que pude de informação para o casal naquele momento, pois sabia que já estava muito em cima e era muita informação para um dia só! rsrsrsrs
Na semana seguinte, dia 9 de setembro, à tarde, Duda me liga dizendo que saiu o tampão. Eu estava muito ansiosa, pedia ajuda para todo mundo... né Sandra SchulzAlyssa Grigório e Mileide Campanha?? Ainda estava um pouco insegura mais como a empatia com a Duda foi muito grande, nós nos tornamos irmãs e tudo ocorreu tranquilo. 

Duda estava somente no pródromos apenas 1 cm sem contração e muito ansiosa! Às 21 horas do dia 9, fomos a maternidade, pois ela achava que estava com sintomas de infecção urinária e ela já tinha tido 3 durante a gestação. Mas, graças a Deus, no seu exame de urina não era nada. Depois aconselhei ela a ir para casa e descansar, pois teria de estar coma energia 100% para seu grande momento! E passaram-se longos 5 dias...

Domingo, dia 14 de setembro, às 17 horas, a Duda me liga dizendo que sou bolsa rompeu e estava indo a maternidade pediu pra eu fosse junto pois estava com medo e insegura. Quando cheguei à maternidade, no entanto, ela estava tranquila, não estava em trabalho de parto, estava aguardando dá às 6 horas até que fizessem antibiótico (protocolo da maternidade).


Fiquei com ela na maternidade revesando com marido até 5:30 da manhã de segunda-feira, e nada de trabalho de parto engrenar. Como eu moro perto da maternidade decidimos juntas que eu iria pra casa até que o bebê desse algum sinal de que já ia nascer.

À tarde, a Duda decidiu fazer ocitocina. Estava cansada, me ligou falando de sua decisão e eu repeitei, disse que logo estaria na maternidade. Antes de eu sair de casa, o marido dela me ligou quase chorando, dizendo que sua cunhada tinha entrado pra que ele fosse almoçar, e que não atendia mais os telefonemas, nem saía pra que ele entrasse e pudesse presenciar o parto do seu filho. Eu instruí o pai a reclamar na Recepção. 

Quando cheguei lá, estava o pai triste na frente desejando ver seu filho nascer, tentando ligar para a cunhada. A cunhada finalmente atendeu e disse que ela estava com muuuuita dor e que a dilatação havia estacionado nos 7 cm.

Instrui o pai novamente a reclamar na recepção, ele reclamou , e finalmente a sua cunhada apareceu e e ele, empoderado, falou : Talita eu vou ver meu filho nascer!!!!

Fez massagem, deu muitos beijinhos na Duda e, vejam só, depois de uns 40 min da entrada do pai o Emanuel decidiu nascer!! 

Quando entrei na sala para ver a Eduarda ela me disse: "Achei que não fosse conseguir". Eu a abracei, ela e eu choramos juntas e eu disse que sempre soube que ela conseguiria e que estava muito orgulhosa!!!! 

Emanuel foi logo para os braços de sua Mãe e mamou! Eu saí e ainda falei: "Agora esse momento é seu, meu amor, beijossss"

Eu sou péssima para escrever, tenho disgrafia, mais acho que dá pra sentir todo amor!!!!

EMANUEL LEVI 3,600 kg, parto normal, períneo integro, mãe com 'diagnóstico' de bacia estreita!





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