22 de fevereiro de 2011

Maternidade Ativa: Sobre febre e sobre a dor...



Esta semana fomos todos em casa pegos por uma gripe! Febre, moleza no corpo e todas aquelas melecas de nariz que parecem adorar nariz de criança. Nos dizeres de Eleanor Luzes, citando a Nova Medicina Germânica, os vírus, bactérias e fungos são nossos aliados, então, procurei administrar os sintomas com tranquilidade, certa de que havia uma razão imunológica para tantos espirros, tosses e denguinhos...

Ouvi a seguinte frase que me fez discorrer mentalmente durante dias sobre a questão da dor e nosso mundo. Me perguntaram se eu havia dado remédio para a febre do Emiliano, eu disse que não, aliás, os dois livros mais modernos de pediatria que tenho em casa, não recomendam baixar a febre a qualquer custo (A Saúde dos Nossos Filhos e O que esperar dos Primeiros Anos). "Mas você vai deixar ele passando dor à toa?, contadinho...". Daí, pensei: será que a dor é mesmo à toa, desnecessária, em vão? Lembrei que li há uns 2 anos um livro chamado "A dádiva da dor", de um médico que observava chocado a tristeza que viviam pessoas que sofriam com hanseníase sem tratamento. O que aconteciam com elas é que elas passavam a não sentir mais nada em suas peles. As crianças corriam com cotos no lugar dos pés, sofrendo cortes, alheias à dor.

No caso, ele verificava o quanto era importante sentir dor. A dor é o sinal que nosso corpo usa para nos impelir a mudar. Mudar de posição, mudar de alimento, mudar de pensamento, mudar... oxigenar... dor é sinal de falta de oxigênio, de falta de vida... Pensando assim, a dor não deve ser combatida a todo custo, deve ser recebida e analisada, como um sintoma, não um mal em si mesmo.

No entanto, vemos o ocidente mergulhado num mar de dor e de analgésicos. Já existe até o medo de sentir dor, catalogado e estudado pela psicanálise. Fibromialgia, dor de coluna, enxaqueca, cólicas... dor que irradia, que martela, que dá pontada, que não pára... ai que dor! Cada um tem uma dor para chamar de sua.

Ao invés de reagimos à dor como deveríamos, por ser ela um sintoma, nós a combatemos. "Não me interessa saber porque minha cabeça dói, quero apenas que pare de doer", para alegria geral da nação de laboratórios de remédios, essa é a sentença de morte de todo mundo. Os médicos estão programados para tratar sintomas e se o paciente chega queixando de dor, nada mais natural que receitar um alívio imediato para essa dor. O alívio imediato infelizmente não significa alívio verdadeiro e profundo pois este muitas vezes dói muito mais que a dor. Sim, dói investigar as razões ocultas da dor pois isto envolve expor nossas fraquezas (fraco, eu?!), mexer na nossa lama... quem quer?
É difícil mesmo imaginar porque razão uma mulher, no alto dos seus 30 anos, quando for ter seu primeiro filho, não querer sentir dor. Passou anos recebendo mensagens fortíssimas de que dor não é bom, dor não serve para nada, dor é inútil, dor deve ser combatida. Então, como encarar um rito de passagem como o parto que tem a fama de ter a 'pior dor do mundo'? Ficou todos os anos de seus ciclos menstruais sentindo cólicas e tomando analgésicos para elas, sem contudo procurar descobrir porque seu útero gritava todos os meses. Claro, assim fazia sua mãe, suas tias, suas amigas. Quando a enxaqueca a acometia, corria para a farmácia e não para dentro de si. Porque razão esta mulher iria aceitar a dor do parto? "Não! De jeito nenhum, isto é grotesco, selvagem, animal... eu quero parto sem dor, quero filho sem dor". Ledo engano, o filho doerá de qualquer jeito, pois nossos filhos nos jogam na cara tudo aquilo que somos e o que não somos.

Já se disse por aí que a dor é inevitável, o sofrimento é que é opcional. Sim, escutem isto: a dor é inevitável! Repitam isto para dentro de si: a dor é inevitável. Vai doer, é o ônus assumido por estarmos aqui encarnados, mas nós podemos escolher se queremos ou não sofrer com esta dor. Este mistério da dor é fortíssimo quando lembramos da dor do parto. Já ouvi mulheres que dizem que não doeu, mas o meu parto doeu, mas eu não sofri. Eu estava feliz, entregue, recebendo a dor como minha aliada na dilatação e na transposição do meu rio da vida...

No livro 'Quando o corpo consente', uma das escritoras que é terapeuta diz que "a dor do parto é a dor que carregamos dentro de si", esta frase ecoou dentro de mim e fez todo sentido. Eu havia chegado às portas da maternidade com muitas dores, cicatrizes mal curadas, e tudo aquilo viria a mim, de qualquer jeito, de uma forma ou de outra. Foi então que eu pensei: se a dor é minha, então ela é minha parceira de vida, vou trazê-la, vou exorcizá-la, vou vomitá-la... e assim, eu recebi a dor como uma dádiva de Deus, uma ferramenta esplêndida da natureza.

Eu não procuro evitar a dor aos meus filhos, pois acredito que assim estou ensinando-os que a dor é inevitável. Mas mostro para eles a todo instante que sofrer sim é uma escolha e pode ser evitado.

Eles podem escalar suas montanhas imaginárias, surfar pelo quintal, pular seus obstáculos sabendo que podem cair e se machucar nestes percursos... é o ônus de brincar. Lembram? É como o ônus de estarmos aqui vivos e encarnados. Machucou? Doeu? É assim mesmo, brincando a gente às vezes se machuca; aliás, vivendo a gente às vezes se machuca. O que devemos evitar não é a dor e sim o sofrer. Todo mundo tem suas dores, mas nem todo mundo sofre.

Não enxergo como um coitado aquele que sente dor e sim aquele que sofre. Anos a fio preso às amarras do sofrimento, arrastando suas correntes, carregando suas cruzes. Tomando seus analgésicos: enriquecendo os laboratórios e empobrecendo sua alma.

Seja bem vida, bendita dor... quando te dói é sinal de que você está diante de uma maravilhosa oportunidade de encontro com seu eu interior. Não mascare nem encubra este magnífico momento.

Meu filho tem febre? Que maravilhoso! "Febre é tudo aquilo que um antibiótico gostaria de ser" (Ricardo Herbert Jones). Assim como a dor, a febre é só um sintoma, não um mal em si. Na maioria dos casos não precisa de tratamento convencional. Mas ele vai ficar com dor? Sim, a dor é maravilhosa! É o sinal de que ele deve recolher-se e deixar que seu corpo faça seu papel de agente de cura. Ele vai ficar com a dor, enquanto ela for dor e estiver ensinando seu corpo a se curar. Mas e sofrer? Ele vai sofrer? Não, se aprender que a dor é bem vinda e que vai passar.

Bom... o sofrimento, este sim, é em vão...

Imagem daqui


14 de fevereiro de 2011

Concepção: Venha bebê... (parte II)



Foi-me perguntada, sobre concepção, a seguinte dúvida: se a concepção é um evento tão sutil, tão espiritual e se o casal deve estar tanto em harmonia, em sintonia, como que mulheres que não querem engravidar concebem e casais em desarmonia, casos de violência etc.

É verdade que vemos, comumente, situações onde é evidente que a mulher não quer o filho, o pai não quer o filho, o casal muitas vezes sequer é um casal, há casos até mesmo de tentativas de aborto, enfim.


O que acontece nestes casos, em geral (frise-se!) é que não estamos falando de espíritos tão conscientes quanto os que procuram nascer nos lares da maioria das pessoas do nosso círculo de amizade. Estes espíritos são em geral aprisionados com a concepção por razões as mais diversas e não vem ao mundo lúcidos. É óbvio que todos nós estamos inseridos na mesma dimensão de vida, mas também é óbvio que conseguimos facilmente distinguir os níveis de amadurecimento das pessoas. Conseguimos claramente perceber de quem estamos mais conscientes e de quem estamos menos. Um exemplo disto é sabermos que para nós, a violência é inaceitável, ao passo que muito vivem mergulhados no sangue e no ódio. É fácil também vermos que personalidades como Madre Tereza estão muito além da nossa realidade de seres humanos pois nos parecem pessoas de outro mundo, de um plano espiritual superior, mais sutil.


Assim, os espíritos que desejam chegar a nossa família são evoluídos, esse é o caminho natural... serão melhores do que nós. E, por isto, possuem consciência de sua vinda, conseguem perceber as ondas sutis de desarmonia, medo, incerteza, caos. Mesmo que o casal esteja com seu corpo 'em dia', a mulher ovulando, o homem liberando uma taxa normal de espermatozóides, este serzinho perceber que só isto não basta, ele quer conexão: mulher-homem e destes dois com ele. Como eu disse, a concepção é a união harmônica de três almas, no breve instante do amor.

Porque o diário? Esses dias uma amiga me disse que não sabia se conseguiria escrever para o bebê todos os dias, como eu sugiro fazer quando o casal começa a pensar em conceber. E eu pensei: "será que você não teria nada para dizer ao seu filhinho?". Segundo ela, ela nunca foi muito de escrever. De fato, o melhor mesmo seria meditar, mas o ocidente não usa a meditação como deveria, como prática diária, então, a opção perfeita de exercício de conexão seria escrever. Deixar a criatividade aflorar (criatividade = fertilidade), permitir-se inspirar. E não seria maravilhoso, este filho já grande, quando aprender a ler, ganhar de presente este precioso diário mostrando a ele o quanto ele foi desejado, amado, antes mesmo de se materializar? Você pode, inclusive, continuar seu diário, transformando-o em diário de gravidez. Anotando suas mudanças, seus sonhos, e até mesmo colocando mensagens da família e dos amigos. Como diria a PHD Eleanor Luzes, esta criança já vem à vida com "kit auto-estima" completo!


Eu mesma tenho o diário dos meus dois filhos e é maravilhoso volta e meia ler, viajar no tempo, conhecer aquela mãe e a mãe sou hoje. Até mesmo nos momentos de dificuldades que todas nós mães passamos, um tesouro destes transforma-se em verdadeiro elixir.


Um livro que posso indicar e que me inspirou muito foi o "100 promessas para o meu bebê", escrito pela Malika, filha do Deepak Chopra. Quem sabe, você não pode dar sequencia e escrever as suas próprias promessas para o seu bebê?


Existiria no mundo maior presente do que este pequeno diário ser transmitido de geração em geração na família, mostrando o quanto aquelas pessoas são ligadas pelos amor? Que força e impacto isto teria na vida da sua neta, bisneta?

Nós precisamos, principalmente as mulheres, resgatar nossa inspiração, nossa intuição, nossa arte. As doenças que hoje acometem tanto as mulheres são doenças da mulher-masculina e as clínicas de reprodução estão lotadas porque as mulheres resolver se lembrar que são mulheres quando querem conceber, mas passaram anos escondendo, a duras penas, seu feminino. Esse tempo já passou, podemos respirar, relaxar e curir o que somos, sem cobranças. Já conquistamos, já provamos que conseguimos, já podemos votar, já alcançamos grandes postos, já vencemos a violência e a opressão. Podemos estender bandeira branca a nós mesmas e parar de fugir. A guerra já acabou! Chegar de lutar. 

Que delícia entregar as armas, inspirar e voltar para casa cheia de orgulho e oxitocina por ser MULHER!

www.cienciadoiniciodavida.com.br

5 de fevereiro de 2011

Concepção: Venha bebê (parte I)


É comum hoje ouvirmos estórias de casais que embora desejem muito um bebê, este bebê simplesmente não vem. Daí começam as maratonas de exames, check-ups, médicos, remédios, interferências. E, mesmo com um diagnóstico de que o casal não tem problema nenhum de fertilidade, o bebê continua não vindo. O casal não tem filhos e deseja muito, mas as vezes o casal já até tem filhos e quer mais...

O que acontece?

Acontece que a gravidez não é um fenômeno puramente físico. Não se trata apenas de fisiologia. Se assim fosse, todos os que tiveram com os exames ok, teriam seus filhos, certo? Então, esta é uma mostra de que a gravidez é um fenômeno espiritual, mental, emocional, psíquico. Sendo assim, um corpo são não é a garantia de conceber. É preciso mais... E é esse mais que está faltando para as mulheres de hoje em dia.

É preciso ser fêmea, ser quente e úmida, ser sensível, ser fecunda. É preciso acolher, rececer, ceder e doar-se, assim com o útero se doa para receber a semente.

Como querer engravidar e detestar a menstruação, por exemplo, como vemos muito comumente hoje? Como querer engravidar e ser masculina, ativa, rígida, fria? Como querer engravidar sem contar com a conexão do homem? Daí é festival de fertilizações em vidro! O bebê vem de um estupro artificial em que o homem força a geração de vida onde a própria vida enxergava solo árido e inóspito.

Então, qual a saída?

Minhas propostas são fruto de minha própria vivência e diversos cursos que fiz, entre eles, o de Ciência do Início da Vida com a PHD Eleanor Luzes.

O primeiro passo é a conscientização do casal da razão de vinda deste bebê. Tanto o futuro pai, quanto a futura mãe devem estar conectados, em corpo e espírito, numa verdadeira harmonia conjugal. É importante conversar sobre esse bebê, sobre a vontade dos dois, dos irmãos, se houver, enfim. A harmonia deve começar do casal pois a concepção é uma união de três almas.

Uma forma importante de a mãe se inspirar é comprando um diário e começando a escrever para esse bebê, todos os dias. Conecte com essa alma que anseia encarnar em sua família. Descreva-se como mãe, descreva o pai, a família toda. Anote poesias, contos e estórias que lhe encantam e lhe emocionam. Fale de sua fé e de o quanto esse bebê é importante. Os ocidentais não tem o costume de meditar, então indico este método como uma forma bem palpável de focar a mente e elevar o espírito e torno de um propósito.

A postura do casal deve ser como a de um casal que já está 'grávido', evitando embates, consumo de toxinas (álcool, fumo, drogas, cafeína etc) e a mãe deve pensar numa alimentação o mais nutritiva possível e na movimentação constante de seu corpo através de exercícios que lhe tragam bem estar e não angústia. Neste ponto a hatha yoga cabe como uma luva. (mais tarde veremos exercícios de yoga específicos para mulheres que buscam conceber naturalmente).

Carla Machado, uma terapeuta reichiana traz que o prefixo MA é comum às palavras Matrix (útero), Mãe e Mater (matéria) que é a nossa mãe-Terra. Cada uma destas mães, desde a mãe-Cósmica até a mãe-Terra, vão nos acolhendo e nos preparando para “nascer” para a próxima mãe, num ciclo infinito de encarnações.

E para que possamos vivenciar melhor estas etapas do ciclo de nascimento e morte, precisamos vivenciar bem a encarnação. O processo de encarnação no planeta, sob o ponto de vista do ser individualizado, independente, que se sente à vontade para caminhar sobre a Terra, nutrido e responsável por seus atos, o ser que queremos encontrar pelo caminho, que cuide de si e de seu ambiente, este ser só pode acontecer, se as etapas e as passagens entre as etapas forem suficientemente boas. Quanto mais consciente cada uma destas passagens, mais a passagem para a mãe-Terra pode acontecer e também melhor será o retorno à mãe-Cósmica.

Procurarei trazer um olhar reflexivo sobre cada uma dessas passagens iniciais. Como, em termos de tempo, são etapas relativamente rápidas (em comparação com as posteriores) estas guardam as chaves das soluções para a maior parte dos problemas “insolúveis” encontrados posteriormente. Esta é a primeira grande fase de acordo com a Ciência do Início da Vida de Eleanor Luzes.

A primeira e talvez a mais importante passagem é a concepção, quando o espírito vindo do Cosmos inicia seu contato com a matéria-corpo, vinda da Terra. Os textos sagrados de várias religiões, como os Vedas do hinduismo, o Livro Tibetano dos Mortos, a Bíblia, trazem alusão a este momento como de suma importância para todo o processo encarnatório. Portanto deveríamos estar mais bem informados e preparados para ele, antes que aconteça.

Mãe-Cósmica : concepção : Matrix (útero) : parto : Maternagem : independência : Mãe-Terra : morte : Mãe Cósmica

Preparação para Concepção

Nesta fase estamos na Terra e o espírito está ainda no Cosmos, portanto é preciso começar o trabalho aqui, preparando-lhe o terreno, como quem prepara a terra antes da semeadura. É preciso clarear e limpar um pouco nossas próprias questões, pois a fase antes da concepção é quando atraímos o espírito do ser que vai entrar em nossas vidas.

Às vezes, aparentemente está tudo bem, mas se colocarmos a mão um pouquinho mais fundo na consciência veremos o lodo e a sujeira acumulada debaixo do tapete.

Sugestão de alguns florais para concepção:

• Consciência de que há questões a serem trabalhadas: Agrimony (Bach), Raposa (Filhas de Gaia)

• Limpando padrões negativos anteriores:

- com relação à maternidade e à própria ancestralidade: Primavera (Filhas de Gaia), Honeysuckle (Bach), Madressilva (Saint Germain), Ancestral Patterns (Deserto)

- com relação à própria gestação / parto: Star of Bethlehem (Bach), Renascer (Ararêtama), Evening Primerose e Echinacea (FES), SOS Angels (Angels)• Mãe -Auto-aceitação, conexão com a grande-mãe: Paineira (Filhas de Gaia), Castanheira (Amazônia), Quince (FES), Rosa-rosa (Agnes / St.Germain)

• Pai – Responsabilidade, acordar o pai interno: Elm (Bach), Inner Father (Deserto), Saguaro e Sunflower (FES), Unicornio (FG). A participação do pai é importantíssima, pois ele é quem “pesca” o espírito do ser que irá encarnar (ex do congresso: pai com a luz lilás vindo pelo topo da cabeça)

• Relação do casal: Lantana (Minas), Bush Gardenia e Wedding Bush (Australia). Que o bebê não seja uma tentativa de acertar o casal, pq isso resulta em verdadeiros desastres

• Escolha de conceber, clarear qual a real motivação, se o bebê não vem para tapar um buraco existencial, uma frustração profissional: Scleranthus, Wild-Oat e Chicory (Bach)

Concepção - Consciência

Tenho ouvido de muitas mulheres que é melhor deixar esta etapa ao sabor do acaso, pois “Deus escolhe melhor do que eu. E afinal de contas, se eu não conseguir engravidar não vou ficar frustrada e se engravidar será uma boa surpresa”.

Realmente, é uma escolha TÃO importante que é normal, a princípio, nos sentirmos pouco capazes de participar dela, pois é algo realmente Divino este momento. Mas se participamos conscientemente de tantos momentos menos importantes de nossas vidas, como escolha de entrar ou sair de uma faculdade ou de um emprego, vamos ficar de fora logo neste?? Se pudermos ser co-criadores com Deus, utilizando nosso livre-arbítrio, que maravilha termos no mundo seres mais conscientes e responsáveis.

Peça toda a ajuda do Universo, Deus, toda a natureza e espíritos ajudantes. Peça à Terra toda a inteligência dela em suas miríades de formas. Peça pelo poder dos corpos celestiais que residam em você para que você possa ser um universo para seu bebê. Peça e continue pedindo pela presença da mais elevada alma pronta para encarnar.

Ovular 12 vezes ao ano não significa que automaticamente ele estará pronto para vir logo nestas primeiras 12. Se o casal escolhe conceber conscientemente claro que a concepção pode demorar, até mais tempo do que uma concepção “ao acaso”. Por que este espírito cristalino necessita de condições especiais para vir, um momento planetário ideal. A melhor concepção para seu bebê e a melhor época para ele nascer pode ser durante um curto período do ano, portanto se não acontecer naquele ano, talvez só no ano seguinte.

Amor e sexualidade


O fato é que, neste momento, há muitos seres de luz se preparando para encarnar, mas eles precisam de condições especiais. Há outros tantos menos iluminados buscando sua chance no planetinha que vão aproveitar a primeira oportunidade para virem resgatar seus carmas. Muitas crianças são concebidas ao final de uma briga, com um ou os dois pais meio “altos”, onde o sexo atua como reconciliação. A criança já vem com a impossível missão de viver reconciliando os dois, ao invés de poder espelhar a divindade Pai-Mãe no amor dos pais. E dá-lhe de relacionamentos difíceis (já viram algum?) entre pai e filho, mãe e filha, abandono, culpas, processos de paternidade, etc e etc. Para evitar tanto jogo cármico nos relacionamentos, é fundamental conceber conscientemente e com amor.

• Sexualidade: Hibiscus (Minas), Sexual Harmony (Deserto), F.Sexualidade (Angels / Solaris). Lembrando que o floral é feito com água + sol / calor, traz-nos a união da Mãe Terra com o Pai Sol, essência da sexualidade sagrada.

Ato sagrado

Que um respeite o outro como ser sagrado e divino. Que haja contato entre os dois, que seja um momento de verdadeira comunhão e celebração deste amor, um verdadeiro ato sagrado.

• Contato para concepção: Clematis (Bach), Madia (FES), Sodalita (Solaris)

• Prepara para a chegada no novo espírito: Lírio da Paz (Agnes), Angélica (FES)

É muito importante preparar-se e este preparado depende muito da mulher. Sejamos mulheres-fêmeas verdadeiras!

1 de fevereiro de 2011

Reflexões: recordando a chegada: o desafio do feminino...


por Cariny Cielo

Acordo e o que eu vejo é só o branco do teto de um quarto frio e sem vida. Alguém geme ao meu lado. Presa à cama pelas praxes médicas de um nascimento bruto, é minha mãe, tentando ser mãe e ficar feliz com a minha chegada depois de todas as desilusões que envolveram sua figura de mulher na vida. Infância restrita, adolescência enterrando o pai e tendo que aceitar a tirania da mãe, casamento-fuga, maternidade angustiada e um divórcio-fuga.

Todos os sonhos de expressão feminina postos de lado para manter um castelo ridículo, construído de tijolos vazios. O puritanismo castrador, o preconceito velado, o não-prazer, o não-sentir, o não-sou! “Odeio ser mulher”, assim ela dizia sempre que tinha que conversar com o espelho. Que alto preço pagamos nós, mulheres, em não escutar a natureza fêmea, a mãe-terra.

Um dia, em sua gestação, eu lhe apareci bebezinha em sonho dizendo, com a mão em punho e braço erguido: - “mamãe, eu sou é mulher”. Foi assim que eu cheguei, dizendo, sussurrando, gritando para elas todas e para o mundo: EU SOU MULHER!!! Foi assim que eu me fiz mulher, lutando contra, indo de encontro, batalhando, rebatendo, defendendo, insistindo, peregrinando... ser mulher não foi uma vivência suave e florida, como talvez deveria ser. Afinal, nós somos suaves, nós somos floridas...

O que é mulher? Vamos começar pelo que não é! Não é a executiva disputando igualdade de salários, nem a marombada da academia com coxas masculinas. Não é gritar que não precisa do masculino para se valorizar e se debulhar em lágrimas e histeria a menor desilusão amorosa. Não é, tampouco, a subserviência estúpida de entregar ao outro as rédeas da própria vida.

Mulher é um cavalo selvagem, livre, forte e feliz. É a natureza poderosa que depende e é auto-suficiente em um só ser. É aquela que sabe que quanto mais dá, mais tem e que ama como expressão de sua existência e não como moeda de troca. É a terra úmida onde em se plantando tudo dá. É a lua, misteriosa e bela. É a mata secreta e perfumada.

E porque querer a fêmea? Para preencher um feminino vazio? Para eternizar um movimento feminino? Não. Esta não seria a mulher madura que hoje sou a pensar, até porque não me entrego a devaneios tão crus. E depois, seria muita responsabilidade para um ser ter que nascer com tamanhas expectativas e idéias preconcebidas. Eu mesma, agora, mulher-mãe, sei que meus filhos nasceram para ser o que quiserem ser, sem planos, sem estereótipos, sem ‘assim seja’. Eu sou e serei para eles o primeiro abrigo, o carnal e, posteriormente, o ancoradouro espiritual e emocional para que realizem aquilo que intuitivamente aprenderem a descobrir que nasceram para fazer.

Meu rito de passagem não me permite mais olhar para trás. Agora eu sou mamífera mesmo. Sou mulher não só na carteira de identidade, mas na carne, no osso, nas entranhas. Recebo, gero, dou a luz e amamento com meu sangue e isto não me espolia, mas me empondera. E por isso eu tenho a capacidade de dar com toda a minha força e poder. Eu agora sou deusa, sou poderosa! A delícia de chamar, receber, gerar, parir e amamentar a minha semelhante e permitir que este ser floresça é a chama do meu momento. Não quero lacinhos, nem um quarto rosa, ou desfilar uma princesa-barbie.

Quero a fêmea-mulher verdadeira que ouve o que ninguém mais ouve, que vê o que está por trás de tudo, que sente com a pele e com o espírito, a do sexto, sétimo, oitavo sentido. É o que sou. Por isso, caminho solitária no meio do artificial, e minha voz sequer dá eco.

Não me fantasio de mulher, eu sou mulher! Quem me entenderia se hoje a menstruação é chamada de sangria inútil? Mas, eu sou! Sou a mulher-fêmea que ama e reverencia o sangramento sagrado mensal, que adora os seios caídos que sinalizam que amamentaram os filhos, que carrega o templo sagrado do útero como expressão da criação e da perpetuação da humanidade. Que beija os pés do masculino, pois conhece exatamente seu lugar na criação. Isso é ser mulher.

O masculino centraliza minha existência hoje, pois precisei reverenciá-lo. Era o último estágio. Agora sei quando é que preciso deles, sei onde é que eles estão. Por isso um marido não conseguiu chegar a tempo no parto natural. Era preciso reforçar as fêmeas, unir as mamíferas em torno do maior de todos os ritos, o nascimento. Agora que sei como gira o mundo e como as almas se atraem. Sei como a semente da flor precisa de solo seguro para germinar. A delicadeza, a pureza, a suavidade finalmente chegaram e invadiram meu ser...

A inspiração me bateu a porta e uma brisa trouxe-me as boas novas. Traga-me, cosmo sagrado, a criatura divina que hoje enxerga o ambiente perfeito para germinar e nascer.

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