Mostrando postagens com marcador marcha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador marcha. Mostrar todas as postagens

1 de novembro de 2013

Marcha Nacional Pela Humanização do Parto Em Porto Velho Rondônia


por Cariny Cielo

Dia 19 de outubro, em Porto Velho, rolou uma movimentação em prol do respeito ao nascimento. Foi a Marcha Nacional Pela Humanização do Parto que ocorreu simultaneamente em várias cidades do país.

É a terceira vez que Porto Velho organiza marcha e cada vez ela fica mais visível e envolve mais pessoas. Já falamos de marcha por aqui.

Ano passado, tivemos  Marcha do Parto em Casa em Cacoal e em Porto Velho, um movimento igualmente nacional em resposta às represarias sofridas pelo médico humanista Jorge Kluhn e, depois, Porto Velho organizou a primeira Marcha Nacional Pela Humanização do Parto.

Aos poucos as mulheres - e homens - de nosso Estado vão se dando conta de que o parto mais científico é o parto menos tecnológico e de que a mudança tem que partir das sujeitas do direito: nós mulheres!

A barriga que ilustra este post é da Helena que trouxe seu relato aqui. Ela é uma mulher que vem galgando cada vez mais respeito para si, desde quando se deu conta de que a forma de atendimento que recebeu no nascimento de seu primeiro filho foi uma terrível violência obstétrica!

Te espero na próxima marcha... até lá, emocione-se com as fotos!!!




Marido da Mileide orgulhando-nos ao se
envolver na causa e a filhota, ativista mirim...






Mais um ativista mirim... 



A doula Alyssa da Slingue, Helena e sua
bebê e a doula Izabela, da Bello Parto




Helena gestando e já lutando pelos seus direitos.





Ativistas mirim!!!
"Se a mamãe marcha eu vou também!"




Olha que show!!!




Preparativos... 




Pausa para um mamá... 




Turma animada!

6 de agosto de 2012

A Marcha Nacional Pela Humanização do Parto em Rondônia... e as mulheres dançando...

"E os que dançavam foram considerados loucos 

por aqueles que não ouviam a música". 

(Nietzsche)






por Cariny Cielo


Esta frase é sucesso garantido quando estamos vivendo uma revolução. Geral, local, gradativa ou radical, não importa... sempre combina, sempre veste muito bem e, se você acha que consegue, vale a pena ler Nietzsche (quem é esse?) para, no mínimo, fazer cosquinha no cérebro.
Bailaram, no último domingo, algumas anônimas e corajosas mulheres em Rondônia! A Marcha Nacional pela Humanização do Parto teve em Porto Velho sua pincelada talvez mais singular.

Se há um lugar no Brasil onde mulheres defendendo humanização do parto seriam mais consideradas loucas, esse lugar certamente é Rondônia. Somos nós o único Estado da região norte do país onde os nascimentos por cirurgia superam os por parto normal.

Por aqui, todo esse papo ainda é delírio! Exceto pela Maternidade Pública Municipal de Porto Velho (que em 2010 recebeu o selo de Hospital Amigo da Criança pelo Ministério da Saúde, e onde trabalha uma das que Marcharam - a Enfermeira Sandra Schultz) todo o resto fala outra língua.

O grave de falar outra língua, no entanto, é que esse outro idioma é ouvido e 'entendido' todos os dias, dezenas de vezes, por inúmeras mulheres que buscam o sistema obstétrico quando se vêem grávidas.

O outro idioma, no caso, o da intervenção artificial em um evento fisiológico, entorpece de tal forma que raramente vemos as mulheres gritarem dizendo que não estão entendendo o que se diz...

O mais comum é aceitar: aceitar a gravidez excessivamente monitorada com a posição de frágil e doente da mulher, a cirurgia mais arriscada vendida como melhor por conveniência, a falta de ética, a ameaça, o medo paralisante, a mutilação vaginal, o corte abrupto do cordão umbilical, o soro na veia, a posição humilhante, o frio do ar e das pessoas, a luz forte, as vozes estranhas, as ordens, os julgamentos, o bebê que vai embora sem que sequer veja a mãe, a rapagem de pelos e lavagem intestinal, o ácido nos olhos de quem mal viu o mundo, a solidão, o isolamento, fim...

Nasceu um cidadão e nasceu uma mãe dentro de um sistema violento, mas, quem liga? Eles não estão ouvindo a música tocar... Nem eles, nem os médicos e médicas que os atenderam, nem pediatras, nem os familiares envolvidos, nem as enfermeiras ou enfermeiros e técnicos ou técnicas... ninguém... faz-se um silêncio mortal nas salas obstétricas do país e de nosso Estado.

O bom é que um dia a música toca. Sempre toca, é a ordem natural das coisas, é a Lei da Vida, é o progredir infinito do qual ninguém fugirá. Ele vem com prazer ou dor, nos empurrar topo acima...

E essa música tocou com prazer e euforia, no domingo... fazendo dançar orgulhosas, as que ouviam, com deleite, a canção.

Dançou a Paula com seu filho nascido da coragem e naturalmente. Dançou a Sandra que todos os dias molha de sangue e vida suas mãos para fazer respeitar mulheres que chegam a seu caminho. Dançou a Elis que cicatrizou um corte com um parto desafiador, feliz e em casa. Dançou a Alyssa com seus partos naturais, um domiciliar, no florescer da vida. Dançou a Silvania que traz o valor do natural correndo nas veias. Dançou a Helena que se inspirou quando grávida na música que tocava de outras mulheres. Dançou a Lorenna que, numa outra gravidez, se viu uma outra mulher. Dançou a Camila que ainda não tem filhos, mas já acredita no feminino. Dançou a Izabela que sente que essa é a música certa para se ouvir. Outras tantas anônimas talvez passaram, naquele instante, a ouvir e a dançar também...

Que bom que se ouve por aqui o som cristalino e puro da nova onda...

Que orgulho fazer parte desta estória!





19 de junho de 2012

A menor "Marcha do Parto em Casa" do país foi no Estado onde pior se nasce...

A experiência de participar, em Cacoal-Rondônia, de uma mobilização nacional foi muito boa. É óbvio que sentimos que estamos falando um outro idioma, mas estou certa de que sementes estão sendo plantadas neste solo rondoniense. Tivemos 22 pessoas; algumas que foram por ouvirem minha convocação na rádio comunitária, o que muito me alegrou. Fizemos paradas em dois semáforos, na avenida principal da cidade. Levamos 6 cartazes, 50 adesivos com a logo do evento e 300 panfletos explicativos foram entregues.

Em Porto Velho, nossa capital, o movimento contou com a participação de apenas 3 engajadas mulheres, entre elas Elis Freitas. Número bastante sugestivo para este Estado que é o campeão nacional em nascimentos por cirurgia. Pelo jeito, a menor marcha foi na capital onde pior se nasce!

Muito ainda temos que avançar na melhoria do atendimento à mulher. As mulheres são violentadas e desrespeitadas em um momento único da vida (maternidade) e sequer se dão conta disso! Enxergo que, por aqui, somos as maiores coniventes com tudo isso...

MUITÍSSIMO obrigada aos amigos próximos que 'vestiram' a camisa comigo! Mayara e seu irmão e cunhada. Eneas, Jair e a namorada, Washington Sobrinho, Jaqueline e Uillian.

Muito obrigada aos amigos de longe que me dão a oportunidade de servir e valorizam tanto minhas iniciativas!

Muito obrigada ao médico que, há 5 anos, me fez uma cesariana e, a partir disto, me fez conhecer o ruim para poder lutar pelo bom, através da mulher que hoje habita em mim...

As fotos estão no Comfestas!!! No link abaixo
http://www.comfestas.com.br/galeria_view.php?gft=2945














Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...