13 de agosto de 2012

Paternidade Ativa: Não se carrega mais papai no bolso...


por Cariny Cielo


Esse dia dos pais me foi especial por inúmeras razões.

Quem leu a estória da Lorenna, a gestante que mostrou cara, barriga e alma no último post, emocionou-se com a participação surpreendente do pai do bebê Henrique, que está a caminho.

Fui brindada com o comentário corajoso e sensível do marido dela, um homem que descobriu a verdadeira paternidade. Ele emociona-se, pede perdão, empodera-se, assume um vínculo e ainda faz um alerta: "homens, sejam pais desde a gestação!".

Aqui o vínculo pai-bebê também tem pinceladas especiais... meus filhos meninos olham para um pai sensível e giram no entorno dele, em uma troca de amor que dá gosto de sentir.

Bem diferente do que acontecida no passado. Sem dados estatísticos para comprovar, mas acredito que a maioria dos avós viveram uma época em que o amor era 'tarefa' da mãe e a razão, do pai. Mantinham distância afetiva com receio de perder a autoridade e hoje, vemos que a liderança verdadeira vem do amor e nunca do medo.

Chega de 'carrego papai no bolso e mamãe no coração'. Estão lá, no coração dos filhos, o pai e a mãe. Quem ganhou com isso? Os filhos, sem dúvida, mas acredito que quem mais ganhou foi o homem. O homem que, ao se vincular, ao se conectar com sua cria, ativou mecanismos de satisfação pessoal e qualidade de vida. Chutou o balde da frieza, rasgou as cortinas do distanciamento... jogou fora todas as máscaras e mostrou-se: ao filho, à sua eternidade! Com isso, cresceu como ser humano...

O homem hoje que está nas consultas de pré-natal, que invadiu a sala de parto, que dá colo e dá o peito à mulher para que ela dê o peito ao filho... este é homem de carne, osso e alma masculina.

Exercitar o feminino não liberta apenas a mulher, também liberta o homem. Ele pode despir-se dos falsos conceitos sobre sua masculinidade e fugir do machismo que mina suas energias.

E ele pode, finalmente, amar...

O dia dos pais foi de festejar por muitas coisas! Festejar pelo meu pai e pelo homem que ele foi, me fazendo quem sou. Pelo pai dos meus filhos e pelo cuidador que ele, todos os dias, esforça-se em ser apenas para amar a cria. E festejar pelo pai do Henrique que aprendeu a arte de amar um filho ainda no ventre.

Vamos comemorar, que o lugar de pai é no coração também...
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