27 de agosto de 2012

Diário de Grávida: Dias 25, 26 e 27 de agosto de 2011...

por Cariny Cielo

Parabéns para nós que há um ano estávamos entrando no nono mês!

Quem tá grávida sabe que entrar no nono mês é fabuloso... (hein?!)

Não é bem assim não!!! (Só na revista Caras que as grávidas de nove meses se sentem radiantes!)

A maioria das mortais está desesperada pelo nascimento do bebê porque tudo dói!

É muito quilo numa pessoa só, amarrar o cadarço do tênis vira um problema (que tênis, minina? Eu só aguento rasteirinha!), é xixi toda hora, intestino preso, azia, o estômago não corresponde ao olho gordo, carregar seu filho mais velho (se tiver, e eu tinha dois!) é maratona pura, a sensação de um sono bom vai caindo no esquecimento... maaaaaaaas, calma! É muito bom sim saber que o bebê está completamente formado, restando apenas amadurecer mais alguns órgãos internos para a vida extra uterina.

Numa escala de 0 a 100 (em que 100 é a grávida da revista), eu costumo chegar ao nono mês me sentindo uns 80. E já é muito, muito bom...

Completar nove meses é bom também porque a gente foge daqueles comentários assombrosos sobre bebês prematuros. Ufa, uma babaquice a menos que a grávida tem que ouvir (e ainda vêm tantas pela frente! Por exemplo, que o cordão umbilical pode enforcar seu bebê e sobre isto clique imediatamente aqui!!!).

Eu, pelo visto, tava em modo: “muito bem obrigada...”


Viajei de carro dia 25 para Porto Velho, pois iria fazer o último módulo do curso de capacitação em yoga (pausa para recomendar o curso!!!!) pelo Instituto do Ser (para saber mais: institutodoser_phv@hotmail.com) e, foi meio sofrível ficar mais de 6 horas sentada! Quem tá de barrigão sabe...

Recebi contato de parteiras! Eu estava certa de que acharia uma parteira em São Miguel do Guaporé, que fica há uns 180 quilômetros de Cacoal. Pra quem não sabe, o Ministério da Saúde vem capacitando as parteiras tradicionais e, naquela cidade, parece que havia 10 cadastradas. Eu achei perfeito! E na minha cabeça de pote grávida, tinha certeza que daria tempo de alguma me atender.

Parteiras em nosso Estado ainda me soa meio lenda de mapinguari... todo mundo lembra de alguma, fala de alguma, mas quando a gente procura, não acha. (Mais à frente vocês vão ver o que deu a estória das Parteiras de Rondônia!)

Há um ano eu conversei com uma enfermeira obstétrica de Porto Velho. Adorei ela! A Francine tem 4 filhos e é adepta total da humanização do nascimento e tenho surpresas dela que vou trazer aqui qualquer dia desses...


Há um ano chegou minha bonequinha Flor do Sul. É uma boneca que tem bebê de parto normal e amamenta... eu queria ela para usar no chá de bebê e, sei lá, brincar com meus filhos mesmo... só! Quer uma também?

Parabéns para nós, neste nono mês querido!


Fizeram uma despedida para mim no curso e um mini-chá de bebê. Como não sabíamos o sexo do bebê (e quem quer saber essas coisas?!!) eu ganhei uns mimos asexuados e um cartão carinhoso de fazer grávida soluçar de choro (como se precisasse de muito pra isso...).

Vi claramente que, sem querer querendo, eu estava caminhando para o parto desassistido. O meu ‘sinto que ninguém mais me serve’ e o ‘nem sei se quero alguém mais’ davam indícios de que eu já estava cansada de fazer contas dos quilômetros e horas, medir distâncias e fazer acordos para um atendimento.

Resumindo, há um ano, eu estava feliz e barrigudona...

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