29 de maio de 2013

Maternidade Ativa: Laboratórios Tadiotto & Cielo: Resultados: Parte I

arquivo pessoal: Cientistas malucos

por Cariny Cielo

Após seis anos de trabalhos intensos, os laboratórios Tadiotto & Cielo abrem ao público alguns resultados de pesquisas de campo. Ressaltando que são dados parciais e sempre passíveis de reformulação.

Estamos atualmente com três amostras, também chamadas de filhos, nascidos em 2007, 2009 e 2011 e, ao que tudo indica, permaneceremos com este número até para poder aprofundar as pesquisas, com estudo de qualidade.

Para melhor didática, apresentaremos os resultados por temas principais e, hoje, trazemos os seguintes temas: parto, sono, alimentação e hora do banho. Todos temas diretamente ligados à piração, ou melhor, ao interesse legítimo da grande imensa maioria dos pais.


Primeira temática: Parto

2007: Primeira amostra: o parto é do médico. Nascer é um evento extremamente perigoso e imprevisível que deve ser entregue à medicina. Quanto mais ultrasonografias melhor, foram feitas 9. Nasceu de cirurgia.

2009: segunda amostra: Algo ocorreu dentro do esquema que questionou o modelo tecnocrata de assistência ao nascimento e o parto passou a ser encarado como um evento fisiológico. Nasceu de parto natural hospitalar

2011: terceira amostra: O parto transformou-se num momento normal, tranquilo e natural, como comer, dormir ou fazer cocô. Nasceu de parto natural, em casa, assistido pelos próprios cientistas.


Segunda temática: Sono

Primeira amostra: o sono deve ser ensinado a todo custo. É algo de fora pra dentro. Não se sabe como a humanidade vem dormindo até hoje sem alguém que ensine técnicas para tal. Nana Nenê é um livro de cabeceira e o autor tem todo o direito de invadir a privacidade do lar e dizer como e onde é melhor colocar uma criança para dormir. Dormiu no berço e chorou (muito). Chora até hoje e sente falta de contato.

Segunda amostra: Bom mesmo é sentir o quentinho do corpo de um bebê. Eles vão dormir assim que entrarem num ritmo, que é próprio e não pode ser manipulado acirradamente. A criança que tem contato suficiente e quando pede, desvencilha-se naturalmente e com tranquilidade. Dorme bem e pede pra ir pra caminha.

Terceira amostra: Observando-se respostas positivas advindas do método com o segundo filho, repetiu-se todo o processo, tendo-se os mesmos resultados positivos.


Terceira temática: alimentação

Primeira amostra: Amamentação exclusiva até os seis meses e, após, cálculos matemáticos precisos e acompanhamento diário acerca das porções de proteína, carboidratos e vitaminas. Dificuldade na manutenção deste controle por conta de uma síncope sofrida pela responsável por este controle, no caso, o cientista mãe. O cientista pai defendia mais tranquilidade e confiança na alimentação do rebento, no entanto, a formação acadêmica rígida da mãe não a fazia compreender esta possibilidade de flexibilização da dieta do rebento. Continuação da amamentação até 15 meses. Desmame por razões ainda não descobertas, restando algumas questões de ordem psicológicas e emocionais como palpites obscuros.

Segunda amostra: amamentação exclusiva até os seis meses. Controle do consumo de proteínas, carboidratos e vitaminas semanalmente e não diariamente como com o primeiro caso. Observou-se muita dificuldade em manter esta segunda amostra longe das guloseimas não nutritivas que a primeira amostra já consumia. Os itens foram: pipoca, pirulito do pediatra (argh!), batata palha, iogurte e brigadeiro. Não foi observada perda do interesse por alimentos nutritivos, mas observou-se um considerável escândalo difícil de suportar pelos cientistas por parte do filho que tinha restrições alimentares. mamou até 27 meses, desmamou por conta própria.

Terceira amostra: Não há palavras, dentro da metodologia científica, para descrever a dificuldade em se manter uma terceira amostra longe das porcarias que as duas primeiras amostras consomem. Os maiores fazem questão de, à revelia da mãe, interagirem com o caçula, colocando toda sorte de tranqueira na boca deste.
Percebeu-se um cansaço por parte da cientista mãe em fazer controles alimentares e esta, após receber suporte psicológico e de nutricionista, passou a adotar a teoria inicialmente levantada pelo cientista pai: só adquirir produtos de qualidade e em eventos carentes de preocupação com a saúde infantil, permitir o consumo de pouco a moderado das porcarias, ops!, guloseimas à disposição. No entanto, entendeu-se por bem que esta postura não se refere a refrigerantes, estando estes terminantemente proibidos para o consumo. Ainda mama no peito.


Quarta temática: Hora do banho

Primeira amostra: 40 minutos de preparação para iniciar o ritual do banho o que incluía ligar um som relaxante, limpar a banheira com alcool gel, usar um termômetro, colocar brinquedos, usar xampu, condicionador e sabonete líquido, encher com água quente, deixar uma toalha fralda à mão. Colocar o bebê, segurar com insegurança, passar xampu em meia dúzia de fios de cabelo, passar condicionador na meia dúzia de fios que jamais embaraçariam, perceber que não dá pra pegar sabonete líquido da Mamãe Bebê da Natura só com uma mão, desvendar uma estratégia para extrair o sabonete líquido da Mamãe Bebê da Natura virando o frasco pra baixo e pressionando contra a banheira, lamentar o desperdício vendo todo aquele sabonete escorrer pela banheira abaixo, descobrir que a toalha não estava tão “à mão” assim, gritar pedindo toalha ou puxar a toalha com o pé já que a perna permite um alcance maior. O bebê volta e meia chorava. Mas costumou ser um momento de prazer para ambos. Com os meses, o cientista pai assumiu a função do banho noturno como forma de, segundo ele, aumentar as chances de conexão com o bebê. Deu certo. Mas não é essencial, verificou-se que um bom pai vai se conectar com o filho, independente dos banhos noturnos.

Segunda amostra: a banheira deu lugar a um balde por causa da moda do ‘banho de balde’ que invadiu a internet. Na verdade, os cientistas ficaram receosos em adotar uma conduta não cientificamente comprovada, mas como o balde ocupava bem menos espaço dentro do box, resolveram apostar. Deu certo. Abandonou-se ou substitui-se por outras mais adequadas algumas práticas que retardavam todo o processo como, por exemplo: ligar som foi substituído por mãe cantando pro bebê. Não se sabe se a troca foi boa, mas o filho até hoje não reclamou. Não se limpou mais o baldo por causa de pura preguiça, mentira, porque é importante a sujeira pra o fortalecimento do sistema imunológico do ser humano. Xampu, condicionador e sabonete líquido foram todos substituídos por um único produto capaz de limpar e manter cheirosinho um bebê com a mesma eficácia. A segunda amostra, apesar de usar menos xampu, foi a que apresentou mais cabelo, requerendo mais cuidado no enxágue. Os cientistas deram muito mais banhos diários na segunda amostra do que na primeira, justamente pela capacidade que tiveram de reduzir o tempo da tarefa e torná-la mais prazerosa e menos mecânica.

Terceira amostra: o balde adotado na última experiência ficou para os filhos maiores e a terceira amostra, divulgando aqui em primeira mão, tomou banho no chuveiro com a cientista mãe. Era prático e rápido, além de muito gostoso pelas experiências sensoriais advindas do contato pele a pele com água morna. Algumas vezes o sabonete era esquecido sem prejuízos maiores. A toalha era o próprio roupão da mãe que saía do banheiro com o filhote enrolado. Hoje 19 meses depois de tudo, os três tomam banho enfiados na maior bacia encontrada na loja de utilidades domésticas mais próxima, conforme figura abaixo.


Aguardem mais resultados de pesquisas. 

#tadiotto&cielolaboratórios
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