3 de setembro de 2012

Diário de Grávida: Dias 1... 4 de setembro de 2011...

por Cariny Cielo

Tem algo de punk em chegar ao mês da sua DPP (Data Provável do Parto).

A grávida ouve dentro da cabeça algo do tipo "deste mês não passa". Eu sempre tenho essa impressão/sensação de que este é O Mês, com letra maiúscula mesmo...


Eu nunca completei 40 semanas... ou seja, nunca cheguei até a famosa DPP e, consequentemente, nunca tive que fazer cara de paisagem sempre que alguém me perguntasse "ele ainda está aí dentro?".

Para o desafio hercúleo de sobreviver à pressão externa para que o seu bebê nasça, decore minha dica: joga umas 2-3 semanas 'a mais' na conta do médico! Sim, se a DPP, ou seja, 'as 40 semanas' é dia 3, diga 'pra-todo-mundo' que é 17.

Promete? É isso ou não aguentar as chantagens (do médico, das avós e da mulher na fila do banco) e cair numa cirurgia sem indicação médica; e, pior, trazendo seu bebê ao mundo antes de ele sinalizar que está na hora!

Acredite, a pressão psicológica é insuportável... eles jogam baixo meeesmo! E quem quer lutar jiu-jitsu grávida? De nove meses então...

Grava essa: Comunicado Importante: A FAMOSA DATA PROVÁVEL DO PARTO é só uma ideia, uma super estimativa, de quando nascerá seu filho.

Uma gestação pode chegar, tranquilamente, a 42 semanas... quem não chega traquilamente em geral é a família, que fica desesperada para por a cabo aquela barriga!

Pois saiba que, em 5% dos casos, uma barriga vai sim durar 42 semanas... para desespero de todos, menos do bebê que está 'muito bem obrigado' dentro do útero.
Ainda duvida? Eu te convido a ler o que a ciência diz quando o bebê quer ficar mais...


Há um ano eu me encontrei com uma parteira. E a experiência foi, no mínimo, estranha. Hoje eu lamento minha cabeça avoada de grávida que não me fez lembrar de tirar uma foto... aquela mulher ficou só na minha lembrança...

Não senti nenhuma empatia ou segurança. Deu foi vontade de sair correndo... o médico gaúcho Ricardo Herbert Jones bem me alertou do caráter folclórico que essas parteiras tradicionais podem ter, mas eu tinha que tentar...

E, quanto a isto, eu me fiz um compromisso de encontrar, entrevistar, fotografar e registrar estas mulheres que estão em algum lugar escondidas em Rondônia.

Eu continuava o pré-natal padrão, ainda sonhando com um atendimento.
Gostei de lembrar que foi nesta época o meu chá de bebê ou, como eu gostei de ler em algum lugar, minha despedida de barriga! Foi emocionante, com pessoas queridas e ainda com a magia do querer parir/nascer em casa.

Foi apresentada, pela Tainá Musa, uma linda estória sobre a intuição feminina! Extraída do Livro "Mulheres que Correm Com Lobos" (pausa para dizer que é leitura obrigatória) a estória da Boneca Vasalisa encantou a todos.
A lembrança do chá foi igualmente um encanto: uma bonequinha de feltro, toda colorida feita... por mim! Pois é... grávida muda mesmo... vira e revira de um lado e do avesso para se perder e se achar no universo selvagem. Foi a PHD Eleanor Luzes que me sugeriu bordar, pintar, costurar, enfim... qualquer coisa que exercitasse a criatividade e que eu pudesse imaginar 'criando' meu bebê. Tá grávida? Experimenta fazer alguma coisa criativa!

Eu estava assim, muito à flor da pele, muito escancarada, muito intuitiva! Esta intuição perdura até hoje... de alguma forma mágica eu me expandi e, hoje, abro mão de tudo em prol de ouvir meu sentido mais íntimo, mais profundo...

Há um ano eu escrevi o texto de boas vindas ao meu filho... "Nasce ......, em casa. Veio cercado da mesma intimidade com que foi, um dia, atraído para esta família e protegido pelo mesmo amor que o concebeu" (hoje, sabemos que os pontinhos eram para o Cassiano, mas na época não sabíamos o sexo do bebê).

A certeza era assustadoramente tranquila!

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