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16 de janeiro de 2015

Maternidade Ativa: blogueira rondoniense ensina a Maternar e Brincar


A maternidade é sempre capaz de causar revoluções! O blog Parto em Rondônia está cheio de histórias bacanas de mulheres que encaram o 'ser mãe' de uma forma muito alto astral, equilibrando-se entre as tantas atribuições que a vida nos traz. Ser mãe é a maior de todas as aventuras e o maior de todos os compromissos. Tudo o mais vira detalhe, quando se fala em cuidar e educar de um ser humano.


E a maternidade ativa (quer saber mais? Clica), com envolvimento consciente, apego, reflexão constante, com suas dores e amores, é o melhor portal para o amadurecimento pessoal. Enquanto ensinamos, aprendemos. Enquanto educamos, nos corrigimos. Enquanto sofremos, superamos obstáculos. Enquanto perdemos, ganhamos. Enquanto vivemos, comemoramos. Enquanto aceitamos, crescemos. Refletimos sobre nossas ações, largamos tudo para rirmos com eles. E nos divertimos também, tiramos sarro de nós mesmas, questionamos nossas visões !


Tudo isso é brincar! Brincar de viver, copiando muito bregamente a música linda do Guilherme Arantes que diz:
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde sim 
À sua imaginação


E é isso! Vai ser mãe? Pois...


Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver

e para Brincar de Viver com seus filhos, conheça a história da Gabrielle e do seu blog! Sim, Rondônia agora tá cheio de mães blogueiras, tem outro aqui - orgulho! Vamos nos divertir com ela, no seu Maternar e Brincar!!!


Sou Gabrielle Vasconcellos, mãe de Artur e gestando uma nova vida: uma menina “boneca”. Embora tenha nascido em Porto Velho, fui criada no nordeste do país, em Recife/PE. Sou Turismóloga e tenho uma especialização em Arte Educação. Tornei-me instrutora e consultora do Sebrae e Senac, ministrando cursos nos setores da Hospitalidade, Eventos e Lazer.

Como arte educadora, desenvolvi pesquisas no universo da criança e trilhei um caminho direcionado ao brincar, à cultura e à ludicidade infantil e, a cada nova experiência, crescia dentro de mim a vontade de escrever sobre a infância brincada com o propósito de sensibilizar as pessoas a olhar com mais atenção para esse universo tão rico, cheio de encantos e essencial para a boa formação da criança.


Quando me tornei mãe, decidi me dedicar integralmente à maternidade e venho colhendo deliciosos frutos desse plantio de amor. E a cada dia me sentindo mais e mais feliz pela decisão tomada.

À medida que eu acompanhava o crescimento e desenvolvimento de Artur, crescia em mim aquela vontade de escrever sobre a infância. Logo, o desejo se transformou em força de realização para então dividir com outras mães informações e dicas que possam contribuir para um maternar sadio aliado ao brincar, como forma de poesia natural para a felicidade de nossos filhos. E assim, criei o blog Maternar e Brincar.

O blog Maternar e Brincar é um espaço para falar um pouco de minha vida de mãe, compartilhar minha lida aprendiz sobre a maternidade consciente; os benefícios da alimentação saudável para a família; reflexões sobre a redução do consumismo e da terceirização da educação, e ainda tem o intuito de motivar as mães à prática do brincar e a realização de atividades criativas para a criançada, ideias sobre festas ecológicas e tudo de bom que for para humanizar mais o elo entre pais e filhos.

Há cinco meses o blog foi lançado e já conquistou mais de 600 curtidores no facebook.. O público leitor na maioria são as mães e as gestantes, entretanto há pais que são ativos na educação dos filhos e também participam do blog com comentários positivos. Já venho sentindo que o Maternar e Brincar está sendo bem aceito pelos leitores porque recebo e-mails com sugestão de pautas para as publicações, dúvidas e agradecimentos pelas dicas, incentivos e brincadeiras compartilhadas.

Neste ano de 2015, o número de seguidores do blog tende a crescer, pois boas novidades estão por vir... serão conteúdos e ações que agregarão mais valor ao projeto a fim de contribuir para o multiplicação de uma maternidade menos consumista e mais consciente, ativa e presente.

Convido vocês a conhecerem o blog, o endereço é http://maternarebrincar.wordpress.com/

Espero que curtam e possam também fazer parte dessa comunidade do bem em prol de uma maternidade humanizada e uma infância mais brincada!

maternarebrincar@gmail.com

29 de maio de 2013

Maternidade Ativa: Laboratórios Tadiotto & Cielo: Resultados: Parte I

arquivo pessoal: Cientistas malucos

por Cariny Cielo

Após seis anos de trabalhos intensos, os laboratórios Tadiotto & Cielo abrem ao público alguns resultados de pesquisas de campo. Ressaltando que são dados parciais e sempre passíveis de reformulação.

Estamos atualmente com três amostras, também chamadas de filhos, nascidos em 2007, 2009 e 2011 e, ao que tudo indica, permaneceremos com este número até para poder aprofundar as pesquisas, com estudo de qualidade.

Para melhor didática, apresentaremos os resultados por temas principais e, hoje, trazemos os seguintes temas: parto, sono, alimentação e hora do banho. Todos temas diretamente ligados à piração, ou melhor, ao interesse legítimo da grande imensa maioria dos pais.


Primeira temática: Parto

2007: Primeira amostra: o parto é do médico. Nascer é um evento extremamente perigoso e imprevisível que deve ser entregue à medicina. Quanto mais ultrasonografias melhor, foram feitas 9. Nasceu de cirurgia.

2009: segunda amostra: Algo ocorreu dentro do esquema que questionou o modelo tecnocrata de assistência ao nascimento e o parto passou a ser encarado como um evento fisiológico. Nasceu de parto natural hospitalar

2011: terceira amostra: O parto transformou-se num momento normal, tranquilo e natural, como comer, dormir ou fazer cocô. Nasceu de parto natural, em casa, assistido pelos próprios cientistas.


Segunda temática: Sono

Primeira amostra: o sono deve ser ensinado a todo custo. É algo de fora pra dentro. Não se sabe como a humanidade vem dormindo até hoje sem alguém que ensine técnicas para tal. Nana Nenê é um livro de cabeceira e o autor tem todo o direito de invadir a privacidade do lar e dizer como e onde é melhor colocar uma criança para dormir. Dormiu no berço e chorou (muito). Chora até hoje e sente falta de contato.

Segunda amostra: Bom mesmo é sentir o quentinho do corpo de um bebê. Eles vão dormir assim que entrarem num ritmo, que é próprio e não pode ser manipulado acirradamente. A criança que tem contato suficiente e quando pede, desvencilha-se naturalmente e com tranquilidade. Dorme bem e pede pra ir pra caminha.

Terceira amostra: Observando-se respostas positivas advindas do método com o segundo filho, repetiu-se todo o processo, tendo-se os mesmos resultados positivos.


Terceira temática: alimentação

Primeira amostra: Amamentação exclusiva até os seis meses e, após, cálculos matemáticos precisos e acompanhamento diário acerca das porções de proteína, carboidratos e vitaminas. Dificuldade na manutenção deste controle por conta de uma síncope sofrida pela responsável por este controle, no caso, o cientista mãe. O cientista pai defendia mais tranquilidade e confiança na alimentação do rebento, no entanto, a formação acadêmica rígida da mãe não a fazia compreender esta possibilidade de flexibilização da dieta do rebento. Continuação da amamentação até 15 meses. Desmame por razões ainda não descobertas, restando algumas questões de ordem psicológicas e emocionais como palpites obscuros.

Segunda amostra: amamentação exclusiva até os seis meses. Controle do consumo de proteínas, carboidratos e vitaminas semanalmente e não diariamente como com o primeiro caso. Observou-se muita dificuldade em manter esta segunda amostra longe das guloseimas não nutritivas que a primeira amostra já consumia. Os itens foram: pipoca, pirulito do pediatra (argh!), batata palha, iogurte e brigadeiro. Não foi observada perda do interesse por alimentos nutritivos, mas observou-se um considerável escândalo difícil de suportar pelos cientistas por parte do filho que tinha restrições alimentares. mamou até 27 meses, desmamou por conta própria.

Terceira amostra: Não há palavras, dentro da metodologia científica, para descrever a dificuldade em se manter uma terceira amostra longe das porcarias que as duas primeiras amostras consomem. Os maiores fazem questão de, à revelia da mãe, interagirem com o caçula, colocando toda sorte de tranqueira na boca deste.
Percebeu-se um cansaço por parte da cientista mãe em fazer controles alimentares e esta, após receber suporte psicológico e de nutricionista, passou a adotar a teoria inicialmente levantada pelo cientista pai: só adquirir produtos de qualidade e em eventos carentes de preocupação com a saúde infantil, permitir o consumo de pouco a moderado das porcarias, ops!, guloseimas à disposição. No entanto, entendeu-se por bem que esta postura não se refere a refrigerantes, estando estes terminantemente proibidos para o consumo. Ainda mama no peito.


Quarta temática: Hora do banho

Primeira amostra: 40 minutos de preparação para iniciar o ritual do banho o que incluía ligar um som relaxante, limpar a banheira com alcool gel, usar um termômetro, colocar brinquedos, usar xampu, condicionador e sabonete líquido, encher com água quente, deixar uma toalha fralda à mão. Colocar o bebê, segurar com insegurança, passar xampu em meia dúzia de fios de cabelo, passar condicionador na meia dúzia de fios que jamais embaraçariam, perceber que não dá pra pegar sabonete líquido da Mamãe Bebê da Natura só com uma mão, desvendar uma estratégia para extrair o sabonete líquido da Mamãe Bebê da Natura virando o frasco pra baixo e pressionando contra a banheira, lamentar o desperdício vendo todo aquele sabonete escorrer pela banheira abaixo, descobrir que a toalha não estava tão “à mão” assim, gritar pedindo toalha ou puxar a toalha com o pé já que a perna permite um alcance maior. O bebê volta e meia chorava. Mas costumou ser um momento de prazer para ambos. Com os meses, o cientista pai assumiu a função do banho noturno como forma de, segundo ele, aumentar as chances de conexão com o bebê. Deu certo. Mas não é essencial, verificou-se que um bom pai vai se conectar com o filho, independente dos banhos noturnos.

Segunda amostra: a banheira deu lugar a um balde por causa da moda do ‘banho de balde’ que invadiu a internet. Na verdade, os cientistas ficaram receosos em adotar uma conduta não cientificamente comprovada, mas como o balde ocupava bem menos espaço dentro do box, resolveram apostar. Deu certo. Abandonou-se ou substitui-se por outras mais adequadas algumas práticas que retardavam todo o processo como, por exemplo: ligar som foi substituído por mãe cantando pro bebê. Não se sabe se a troca foi boa, mas o filho até hoje não reclamou. Não se limpou mais o baldo por causa de pura preguiça, mentira, porque é importante a sujeira pra o fortalecimento do sistema imunológico do ser humano. Xampu, condicionador e sabonete líquido foram todos substituídos por um único produto capaz de limpar e manter cheirosinho um bebê com a mesma eficácia. A segunda amostra, apesar de usar menos xampu, foi a que apresentou mais cabelo, requerendo mais cuidado no enxágue. Os cientistas deram muito mais banhos diários na segunda amostra do que na primeira, justamente pela capacidade que tiveram de reduzir o tempo da tarefa e torná-la mais prazerosa e menos mecânica.

Terceira amostra: o balde adotado na última experiência ficou para os filhos maiores e a terceira amostra, divulgando aqui em primeira mão, tomou banho no chuveiro com a cientista mãe. Era prático e rápido, além de muito gostoso pelas experiências sensoriais advindas do contato pele a pele com água morna. Algumas vezes o sabonete era esquecido sem prejuízos maiores. A toalha era o próprio roupão da mãe que saía do banheiro com o filhote enrolado. Hoje 19 meses depois de tudo, os três tomam banho enfiados na maior bacia encontrada na loja de utilidades domésticas mais próxima, conforme figura abaixo.


Aguardem mais resultados de pesquisas. 

#tadiotto&cielolaboratórios

4 de dezembro de 2012

Maternidade Ativa: Ela é índia. E eu, sou o que?


por Cariny Cielo

Participei de uma ação com indígenas da região de Cacoal, Rondônia, há uns meses. A etnia era Cinta Larga e Suruí. Fui a trabalho, mas carreguei meu filho mais velho e, enxerida curiosa que sou, não pude deixar de aproveitar a oportunidade para bater um papo de mulher e mãe, com mulheres que vivem realidade tão completamente diferente da minha.

E é diferente mesmo! Praticamente outro mundo; o mundo dos brasileiros por essência. Para saber mais e nunca mais pagar mico, vale a pesquisa aqui.

Comecei meio sem jeito de como se referir a quem não é índio. Se ela é índia (o correto é falar ‘indígena’), eu sou o quê? Afinal, ‘Cara Pálida’ me pareceu americano demais, apesar de o ‘pálida’ caber perfeitamente com a minha cara. ‘Homem branco’ é pior, parece saído daqueles livros de história do ensino fundamental e além do mais, nem branca eu sou...

Parece que o brasileiro que tem tudo misturado ficou num limbo entre tantos povos. De um extremo ao outro tem uma porção de versões para nós, mas em todos corre a mesma mistureba de sangue. Tá, chega de aula fajuta de história e geografia, não é aqui que você encontrará referências de qualidade para o tema.

O que me interessou foram as mães e mulheres indígenas, todas carregando seus bebês em lindas faixas coloridas. Eu mostrei a faixa que uso (o famoso sling de argolas) e uma delas achou o máximo. Mas fiz sucesso mesmo quando disse que meu caçula havia nascido em casa. Abalei geral, virei estrela... (mentira, parir em casa é normal... nada de mais pra elas, exceto o fato de eu ser: branca!).

Continuamos conversando e ouvi coisas terríveis, dignas de denúncia, como por exemplo, elas me dizerem que são orientadas a parir no hospital, mas chegando lá, não são respeitadas (que novidade!) em suas escolhas sobre posição, intimidade, liberdade de movimentos... enfim, sofrendo, inclusive, episiotomia... Eu disse que existem mulheres em todo país lutando contra esta falta de respeito no atendimento obstétrico. Pelo jeito, a violência com elas é ainda maior, pois é cultural e social também: ouvem piadinhas quanto ao número de filhos, quanto à dor durante as contrações, quanto ao aleitamento, quanto aos seus costumes...

E ouvi coisas interessantes sobre crianças indígenas. Eu perguntei se elas apanhavam, se ficam de castigo, se tinham problemas para dormir, se tinham problema para amamentar ou para o desmame, se era agitadas ou rebeldes (todos aqueles adjetivos que a criança ‘branca’ recebe).

Fiz esse tanto de questionamento e elas ficaram meio se entreolhando, com cara de dúvida, no melhor estilo de sequer entendendo bem o que a ‘cara pálida’ queria saber...

- “A gente não liga pra isso não”. Soltou uma. Eu entendi como “a gente deixa as crianças serem o que são: crianças”.

De fato, as crianças delas não apanham, nem ficam de castigo. Nem elas, tão pouco, apanharam quando crianças. Elas não sabem dizer quando desmamaram, nem de quanto em quanto tempo mamavam, por quantos minutos e em que têta primeiro (há!)...

Para nós, isso tudo soaria como uma completa bagunça, sem regra, uma anarquia! (deixa a Super Nanny saber disso! Ou ainda, mais na moda agora, o deseducador Marcelo Bueno, num quadro de péssimo gosto do programa 'Mais Você'.

E os filhos quando chegam à adolescência, eu perguntei, ficam rebeldes? Desrespeitam tudo e todos? Explodem, feito vulcões, em fúria contra a vida?

“Não... normal”, disse outra. Eles começam a se interessar em namorar, ir morar na cidade, estudar... questionam, claro, afinal, assim caminha a humanidade, mas não se vê a ‘aborrecência’ nem seus problemas adjacentes... simples assim também! Essas coisas não são assunto por lá... não sacodem especialistas... não mobilizam a sociedade...

Existe muita coisa boa no que construímos no papel de colonizador (escrevi isso mais pra ficar bonitinho do que porque acredito mesmo...), mas existe muita coisa boa que destruímos dos povos colonizados e que precisa ser reavivado.

Não sei se em todos os agrupamentos indígenas é assim, e também conversei com algumas poucas mulheres... longe de mim dizer “eles vivem assim” ou “eles não vivem assim” (tô fora de dar uma de besta igual fez o repórter Alexandre Garcia!)

Mas será que não podemos misturar uma cultura com a outra, colher o bom de cada uma? Ao invés de oprimir , apagar e ridicularizar não poderíamos mesclar?

Eles não têm uma pá de problemas que julgamos ter na criação de filhos, porque será? Há algo aí que precisa ser analisado e copiado, não? (favor concordar comigo AGORA!)

O 'carregar bebes', no meu ver, é um exemplo maravilhoso disso! Vejam Aqui e aqui os benefícios desta simples atitude da mãe e que, até pouco tempo atrás, era privilégio das crianças indígenas no Brasil (ou de alguma mãe-branca-bicho-grilo-reacionária). Tá aqui algo fácil de copiar e delicioso pro bebê.

Em Rondônia tem onde comprar, na Slingue, em Porto Velho. E custa muito mais barato que os carrinhos de bebês (que vão te manter longe do teu filho e te fazer raiva na hora de por e tirar de um carro, por exemplo).




Outro ponto que posso facilmente relacionar aqui e que podemos/DEVEMOS copiar:

Amamentação à livre demanda... conforme o fluxo de leite da mãe e o fluxo de emoções do filho.

Sem deseducação, sem indústrias de leite patrocinando eventos para pediatrias, ops!, aliás, sem pediatras dizendo como amamentar, sem leite fraco, bico raso, sem vizinha dizendo que o bebê precisa de mamadeira porque está magro, sem marido dizendo que os peitos são dele e não do filho, sem mãe precisando voltar ao trabalho depois de 4 meses enquanto a OMS manda amamentar exclusivo por 6, sem pressão sobre a mulher para voltar ao corpo e conseguir 'não parecer' que teve filho, sem pressão para a mulher voltar a trabalhar, sem pressão sobre a mulher!!!

Quer mais um ponto a copiar? Te digo agora!

Elas são mulheres que se ajudam e não que competem, como nós (bando de machista que somos! - pausa para ferver de ódio...

Mães, avós, tias, primas, irmãs, amigas... todas cuidam da puérpera, todas cuidam das crianças, todas se cuidam... todas dividem sabedorias, experiencias, e não críticas quanto ao visual da outra.

Parece que o nosso ruim está tão bem sedimentado (‘parecer’ é por pura cortesia) que sequer conseguimos questionar... e quem questiona é doida varrida! (no caso, eu que aqui vos escreve...)

Um exemplo claro da nossa incapacidade de mesclar o bom de cada mundo está no nosso sistema obstétrico. Sim, porque poderíamos ter toda a segurança que os avanços da tecnologia trouxeram e toda a intimidade que o parto, por ser um evento fisiológico e natural da mulher (lembra?), requer... juntinhos!

Mas não, ao invés disto e sob a pecha de evitar a morte e a dor, transformamos todo nascimento em uma patologia... e as gestantes, lindas e poderosas donas do mundo, perpetuadoras da humanidade, foram transformadas em bombas relógio prestes a explodir!

Eu quero conhecer mais esta cultura e trarei aqui todas as minhas impressões.

Recentemente meu filho mais velho me disse:
- puxa mãe, tadinho dos índios, devem passar frio morando na floresta

E eu: - Ué filho, claro que não... eles têm casas, à noite eles vão pras casinhas deles na floresta.

E ele continuou: - Mas como é a casa deles?

Pois é! Eu fiquei morrendo de vontade de saber e de mostrar pra ele!


10 de outubro de 2012

Maternidade Ativa: Bilhete de filho...



Um dia, Mário Quintana deixou um Bilhete para sua amada...

Aqui, um filho deixa um bilhete para sua mãe, em homenagem à Semana Nacional de Incentivo ao Sling.



BILHETE 
(Cariny Cielo) 

Se tu me amas, carrega-me enroladinho 
Não me deixes sozinho sem um colo 
Tenha-me sempre slingadinho. 
Essa é a paz em mim 


Se és minha mãe, enfim,
Tem que me ter assim,
Bem carregadinho... 

Amado!
Que a infância é breve, 
e o ‘carregar’ mais breve ainda...

11 de setembro de 2012

Amamentação: Só uma música doida daquelas que as mães cantam pros filhos...


Com o aval do Luan Santana para esta licença poética materna (mentira, ele nem sabe!), aí vai uma paródia-canção sobre filho, pós-parto, hormônios, aleitamento materno, attachment parenting (criação com vínculo), e outras coisinhas relativas ao amor.

Só uma música doida daquelas que as mães cantam pros filhos... aumenta o som!
Ocitocina (Cariny Cielo)

Meu coração tá relaxado
Meu corpo tá viciado
Nesta louca ocitocina que me faz arrepiar
Meu leite ferve nas tetas
Quando você me incendeia


Vem mamáááaáá

Estou vidrada em você
Química perfeita
Não quero nem entender
É impossível te dizer não

Você criou as regras
Estou na palma da suas mãos

Tô relaxando com o seu amor
Me entreguei pra ficar perto do seu calor
Inconseqüente, nossa paixão
A cada dia uma nova emoção

Meu coração tá relaxado
Meu corpo tá viciado
Nesta louca ocitocina que me faz arrepiar
Meu leite ferve nas tetas
Quando você me incendeia

Vem mamá!

Meu coração tá relaxado
Meu corpo tá viciado
Nesta louca ocitocina que me faz arrepiar
Meu leite ferve nas tetas
Quando você me incendeia

Vem mamááaáááááá...

Estou vidrada em você
Química perfeita
Não quero nem entender
É impossível te dizer não

Você criou as regras
Estou na palma da suas mãos

Tô relaxando com o seu amor
Me entreguei pra ficar perto do seu calor
Inconseqüente, nossa paixão
A cada dia uma nova emoção

Meu coração tá relaxado
Meu corpo tá viciado
Nesta louca ocitocina que me faz arrepiar
Meu leite ferve nas tetas
Quando você me incendeia

Vem mamááaááá

Quando você chega mais perto é prazer
Meu coração acelera quando eu tô com você
Essa magia chega e domina
O meu peito explode é pura ocitocinaaaaaaaaa

Meu coração tá relaxado
Meu corpo tá viciado
Nesta louca ocitocina que me faz arrepiar
Meu leite ferve nas tetas
Quando você me incendeia

Vem mamááaááá

Meu coração tá relaxado
Meu corpo tá viciado
Nesta louca ocitocina que me faz arrepiar
Meu leite ferve nas tetas
Quando você me incendeia

Vem mamááaááá

Vem mamááááááááááááá...
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