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9 de setembro de 2021

Ressignificando perdas



Porto Velho, Rondônia. Dezessete de agosto de dois mil e seis.

Eu me descobri grávida! Não que eu não tenha antes recebido um sinal de que meu filho estava a caminho. Lembro-me perfeitamente de vê-lo em sonho... ou seria em telepatia? Lembro do susto do resultado, de sentir o peso da palavra ‘mãe’ e de me sentir esquisita, como se tivesse aberto um vácuo no espaço-tempo da minha vida.
Naquela tarde, tive o exame de sangue – POSITIVO – e, no mesmo dia, fiz um exame de ultrassom... e aí começou uma história ainda não registrada.
No exame, a médica observou duas formas anecoidais e, talvez num rompante ignorante (que não importa mais julgamento), disse-me que poderiam ser gêmeos! Então, eu não estava somente grávida, mas estava grávida de gêmeos. Minha tia, que me acompanhou no exame, ligou para meu marido e contou a dupla novidade. Eu sorri, me senti especial, embora ainda estava atônita e com o ar suspenso no peito.
Dormi (?) com aquela festa de emoções... Conta para a família toda, respira a nova ideia e comemora. Cheguei a ganhar de presente um porta retrato com dois espaços para as fotos dos bebês.
Nove dias depois, outro exame de ultrassom... e, desta vez, só um saco gestacional. Silêncio.
Eu estava só neste dia. Eu e o médico que não me deixou reclamar da perda; logo tranquilizou-me dizendo que estava tudo em ordem e me deu os parabéns.
Voltei para a casa me sentindo confusa e indigna de lamento.
Chorei.
A tristeza durou pouco, é verdade. Pouco demais, vejo hoje. Não verbalizei a dor, não dei força para que ela ganhasse corpo e, enfim, saísse rumo ao canal milagroso onde são tratadas todas as dores que afloram à consciência.
Aqueles nove dias em que carreguei no ventre e na alma a imagem de que era uma recém mãe de dois filhos ficaram mascarados diante da chuva de novidades e alegrias vindas da espera do filho que ficou. O assunto foi perdendo corpo, foi ficando nebuloso, confuso mesmo, difícil de definir, de distinguir e, de acreditar. Restou-me a descrença. “Talvez nem eram dois” eu pensava, dando com os ombros. E, com esta frase, eu toquei quatorze anos de maternagem... veio mais um filho e mais outro e vieram muitas e muitas versões de mim.
Até que essa história começou a reclamar um lugar! Veio pedir guarida. Cobrar âncora.
Veio pedir espaço pois sabe que nada vivifica se ficar escondido e esquecido, sem a devida pomba, sem o destaque merecido. Nenhuma dor vai embora sem ser chorada. Nenhuma ferida cicatriza sem que olhemos para ela para ver o que precisa ser feito.
E o que precisava ser feito era o que mais me deixava longe de conseguir trazer à tona esse fato: sou mãe de 4 filhos.
Presa na minha prepotência, sempre foi mais fácil navegar pela razão e supor que não eram dois bebês não e que não perdi um filho, do que me colocar frágil diante da vida e chorar a partida.
Fui em busca dos mergulhos necessários. Mergulho em meu inconsciente. Pedi para sonhar... e veio o sonho! Nele a moça dizia que havia perdido um bebê há muito tempo atrás, que havia esse luto na vida dela, mas que tudo já estava bem. Suspiro...
Foi com uma mandala que eu soube deste sonho. Sim, aquelas formas geométricas concêntricas e que significam ‘círculo’, em sânscrito. Interessante que para a terapia junguiana, mandala é o círculo mágico que representa simbolicamente a luta pela unidade total do eu.
E eu me vi em luta mesmo a partir disto tudo. Fui rever os laudos – tenho todos – lia e relia, buscando freneticamente pela razão, o que só vemos pela emoção. Que tola! Veio então a lucidez... e lembrei que “só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. Logo eu, que provei tão bem da fé no invisível... esse espaço-tempo mágico que conheço bem e que precisava alcançar novamente.
Era chegada a hora de eu vencer a luta, abandonar esta roupa que não me cabia mais de vergonha e indiferença e então acolher meu bebê. Não havia mais lugar para dúvidas e tira-provas.... ficou tudo irrelevante já que é certo que a coincidência é, na verdade, a flecha implacável da vida sabendo o que faz.
E foi assim.



Filho, bem vindo! Eu te saúdo!
Que bom que você nos escolheu. Que bom que compartilhou do meu ventre com seu irmão por dias tão gloriosos. Eu te reverencio e te dou um lugar. Aquele dia de despedida não chorada agora ganha contornos de gratidão e fé na Vida infinita de Deus e, em nome Dele, serás lembrado sempre com alegria e harmonia como prova do amor de nossa família.
Toda paz.

Cariny

5 de junho de 2012

Reflexões: e o prêmio vai para: ... Ninguém!


por Cariny Cielo

Nossa sociedade é pautada pela competição. Tudo tem que ter uma meta, um fim, um ranking. E isso começa desde quando ainda estamos no útero e nossas mães comparam as barrigas delas às barrigas das vizinhas delas.

Esta semana, ouvi de uma pessoa que sabia que eu havia tido bebê em casa a seguinte frase: "nossa, isso sim é que é ser mãe... minha filha, aquela preguiçosa nem quis saber de parto normal, foi logo marcando cirurgia."

Ela achou que estava me elogiando, mas não, não aceito esse tipo de elogio para me vangloriar com rótulos. A frase foi ótima, não para a minha auto estima e sim para me fazer refletir sobre esta ‘panacéia desvairada’ de achar que existe "mais" mãe e "menos" mãe, conforme o parto, conforme o aleitamento, conforme o número de babás, conforme as vezes que se acorda à noite, conforme o tempo que se dedica, enfim...

Assim, se criam as legiões de mulheres-mães prisioneiras e carrascas de si mesmas e, pior! Carrascas das outras!!!

O tempo inteiro culpando-se, o tempo inteiro questionando-se, o tempo inteiro julgado-se. O tempo inteiro apontado o dedo! Fazendo do 'ser mãe' uma verdadeira maratona, com direito a medalha e troféu...
Conheço mulheres que deram o peito com desdém e distanciamento, só porque era o mais fácil e barato a ser feito. Conheço mulheres que não amamentaram, mas se vincularam profundamente com seus filhos na hora da mamadeira. Existem as que marcam a cesárea e são mães presentes e felizes ao passo que muitas que têm parto normal, sem qualquer dedicação ao filho depois.
É assim que acontece... não existem lados, não é dual, não existe bem e mal, como o cristianismo planta tão profundamente em nosso inconsciente. Existem apenas mães escolhidas por seus filhos, e vice versa, nos misteriosos arranjos da existência.
Você, mãe! Esquece tudo que ouviu a vida toda sobre como você ‘deve ser’... abandona o apelo da mídia, da família, do consumo, da empresa em que trabalha, do grupo da igreja, dos vizinhos... fecha os olhos e os ouvidos para qualquer coisa que chegue até você para te desmerecer, desmerecer suas escolhas, sua trajetória, suas formas de fazer, deixar de fazer, de ser e deixar de ser...
Nós somos a exata medida do que devemos ser. Nossos filhos, principalmente eles, chegam até nós por acordos mágicos e são o que são, assim como somos o que somos. Nos formamos, mutualmente, dia após dia. Em eternos recomeços, destruímos partes e construímos outras tantas... Estamos milimetricamente onde devemos estar, vivendo uma estória única, exclusiva e sem replay.
Ouça bem: Não tem medalha! Não tem troféu de melhor mãe, não tem primeiro, nem segundo lugar...não tem baú de ouro no fim do arco-íris.
Preste suas contas apenas a si mesma, à sua essência e a seus escolhidos... Compare-se consigo mesmo, num exercício saudável e maduro de autoconhecimento.
Bata no peito e diga: eu quis assim, eu escolhi assim, eu fiz o que entendi ser o melhor, o mais certo... só! O outro (melhor, a outra) faz, da mesma forma, o que entende e julga ser melhor. Acreditando acertar, acreditando estar livre para escolher, acreditando que 'era pra ser assim'. Ela é melhor? Ela é pior? Você é melhor que...? Você é pior que...? Pára!!!

Esquece tudo, abdique do falso prêmio e premie-se, com a delícia de se entregar, de corpo e alma, a si mesma e a tudo que acredita.

Imagens: Google

1 de setembro de 2011

DE VENTRE EM POPA: três dúzias de manobras alegres para os navegantes mãe e neném, pelos mares da gestação!


Texto de uma Laura que eu amo! Laura Uplinger.

Era de manhã, bem de manhãzinha, uma mulher sorria, solene, na janela da cozinha, o olhar a vagar pelos telhados e pelas copas das árvores, enquanto as estrelas davam lugar a um novo dia. Suavemente, levou a mão quentinha ao ventre grávido. Um cantar profundo, corajoso e silencioso ecoava no seio dessa mulher. Começara há tempos imemoriais, percorrera eras e eventos infindáveis, transmitidos por incontáveis desdobramentos até aquele momento, àquela nova vida que crescia num calor gostoso no centro de seu corpo. E ela ficava a sorrir, saboreando com todo seu ser o pão de uma profunda comunhão com cada ventre, com cada mãe que já havia existido.

O dia começava, a luz o anunciava, assim como um pássaro. O neném! Mesmo antes de ser concebido, esse bebê morava no seu coração. Ela costumava olhar adiante e sabia que, quando engravidasse, daria a seu filho experiências de uma intimidade deliciosa, imagens extasiantes e aventuras em bibliotecas povoadas de lembranças.E foi o que fez: durante a gestação, ela caminhou por entre as árvores, fez versos ao beijar maçãs, elevou-se às estrelas, seguiu o curso de riachos e, com a música, voou à terras de luz. Compartilhou-se com o seu neném, mostrando-se por inteiro, revelando sua curiosidade, suas idéias, seu maravilhamento e suas alegrias.O neném cresceu, e hoje caminha pela vida digno, robusto, feliz, livre, bom e sábio. A mulher, agora avó, ainda gosta de acolher o amanhecer. E quando pensa na época da gestação, sorri o mesmo sorriso solene, relembrando as deliciosas idéias que teceu com o pequeno companheiro em seu ventre. Ela pediu que passássemos suas idéias adiante para que você as provasse, saboreasse e multiplicasse.


Admiração
Pare um momento e pense nas pessoas que você mais admira: artistas, revolucionários, inventores, mães, professores, líderes, benfeitores. Encontre um livro sobre a vida e os feitos de um desses seres. Enquanto estiver lendo este livro, peça que as características de grandeza dessa pessoa penetrem sua mente e seu ventre. Visualize seu filho já adulto, personificando as qualidades que você admira, pela vida afora.

Água corrente
Convide seu neném a ouvir os sons da água jorrando da mangueira do jardim, de uma torneira ou de uma jarra.
Ao ouvir, sinta prazer;
é a música da vida se renovando.
Ouça e veja, o fluxo é suave e triunfante,
ele vai levando embora toda mágoa, tristeza e desalento.
Agradeça a água corrente por essa impressionante dissolução.

Água de beber
Num momento de sede, encha um copo de água e beba bem devagar, saboreando e com reverência.
A água é mãe da vida, o primeiro alimento de todos.
Sinta a água entrando e transformando você,
vindo a ser você e seu neném.
Viaje pela água aos primórdios da vida.
Maravilhe-se com esse beber:
a água, você e o neném estão tecendo vida.

Árvore de Comunhão
Caminhe entre árvores e escolha uma delas para ser sua amiga.
Toque-a com alegria e reverência:
ela é feita das energias do sol, da terra e das chuvas.
Recoste-se na árvore com a mão direita sobre sua barriga.
Coloque a mão esquerda nas costas, a palma voltada para o tronco.
Peça à árvore para compartir energias com seu bebê e com você.
Sinta a intensidade das correntes de energia fluindo.Depois, abracem calorosamente a árvore, em agradecimento.

A voz da água
Caminhe pela natureza até encontrar um riacho de águas claras.
Siga-o até a nascente.  Lá, à beira da fonte que brota, ouça a água murmurar,
viva, fresca, inquisitiva.
Agache-se para fazer um carinho na água e sinta o que ela tem a dizer. Escute essa linguagem secreta, escute de coração aberto. Seu neném também ouvirá, entenderá e sempre se lembrará da voz da água.

Consciência celular
Deite-se, feche os olhos, respire calma, profundamente e sorria. Fale amigavelmente com as células de seu corpo, os zilhões de células que formam você. Agradeça a elas por compor seus órgãos. Estimule a harmonia da colaboração entre elas. Peça-lhes para superar-se nas suas funções. As células a ouvirão e responderão trabalhando ainda mais em conjunto, aumentando a qualidade da sua saúde e gestação.

Dádiva do Fruto
Segure uma fruta nas mãos, digamos, uma maçã. Veja e cheire esta maçã, transbordante de vida. Toque-a com os lábios. Você está beijando outonos e primaveras de alento. Essa maçã traz presentes de vida da macieira, do sol e da chuva, dons da terra, do ar e das estrelas.
As folhas do ano passado caíram e entregaram-se a ela. Junte-se a essa procissão de dádivas:
coma a maçã como um dom para seu bebê, sua dádiva frutuosa ao mundo.

Degustando e amando
Segure uma de suas frutas prediletas com as duas mãos, admirando-a em sua beleza.
A fruta é uma carta de amor do universo para você. Ela conta a história da criação. Maravilhe-se enquanto a come e, nesse maravilhamento, seu bebê e você receberão ainda mais da fruta.
Mais alegria, mais harmonia e amor para vocês dois espalharem pelo mundo.Degustando energia Segure uma de suas frutas prediletas com as duas mãos. Admire a vida desta fruta e respire sua fragrância. Dê a primeira mordida, coma devagar, com prazer, inspirando conscientemente e, agradecida, saboreie. Assim, energias sutis fluem da fruta para você e seu bebê, alimentando-os com vitalidade, saúde e sensibilidade.

Degustando e pensando
Segure uma de suas frutas prediletas com as duas mãos. Admire a forma desta fruta, sua textura, sua cor, seu cheiro. Pense de onde vem, nas energias que a alimentaram, nas pessoas que a cultivaram. Pense, enquanto come, no enorme bem que ela traz a você e ao seu bebê.
Pense e agradeça. A fruta alimentará suas mentes com um entendimento mais claro e profundo da vida.

Do fogo ao coração
Em um dia de frio, acenda um fogo na lareira. Bem aconchegada, contemple o significado da chama, enquanto o fogo crepita, cresce e dança alegremente. Galhos velhos e mortos recobram vida, aquecendo e deliciando você, trazendo-lhe a lembrança de que transformações são possíveis. Volte seu olhar para dentro e busque elementos que deseja modificar. Encontre frios a abrasar, sombras a iluminar, angústias a queimar até virarem paz. Ateie fogo nesses velhos elementos até que eles brilhem no generoso âmago de seu coração. Emocione-se com o nascimento dessa nova energia, e na luz profunda da sua felicidade sorria confiante com o seu neném.

Do fundo do coração
Do fundo de seu coração, sussurre um convite ao seu neném: “Vem, meu amor, vamos pensar juntos”. Pensem então no planeta terra, com seus oceanos, montanhas e árvores. Abracem esses seus vôos com amor, tornando-os ainda mais amplos, maravilhosos e belos. Criem frases que transmitam algumas dessas idéias, usando palavras como: dádiva, abarcar, beijo, sublime, possível, receber... Diga essas frases em voz alta. Para você e seu neném, uma bela forma de doar amor.

Esperança
Enrosque-se no sofá e feche os olhos. Convide seu bebê para que juntos compartilhem de um momento especial de tranqüilidade, um momento aberto à esperança. A esperança fecunda de vitalidade e saúde sua corrente sangüínea, gerando ondas de nova energia no seu sistema digestivo. Inspire, expire e deixe acontecer. Sinta a esperança acenando-lhe e corra para abraçá-la. Visualize essa amiga poderosa com vocês dois para sempre, fortalecendo-os.

Harmonia
Inspire profunda e calmamente, até que uma suave harmonia cante em você e seu neném.
À medida que cresce o acalanto, lembre-se de um incidente conflituoso em sua vida.
Projete essa harmonia sobre tal lembrança e observe a dissolução de toda e qualquer raiva,
indignação, tristeza ou ressentimento remanescentes. Em seguida, pronuncie palavras de alívio,
compaixão, compreensão e esperança. Esta é uma forma muito especial de trabalhar com a harmonia, uma maravilhosa experiência de aprendizado para o neném.

Livro aberto
Para o seu bebê, você é a pessoa mais importante na face da terra. Desde o início da gestação, seu bebê adora você e fica feliz quando você é completamente fiel a si mesma. E quem é você?
Gosta de pensar em quê? Pegue um livro sobre um assunto que a fascine. Aconchegue-se e compartilhe a leitura com seu bebê; ele adora quando você conversa com ele, adora conhecer você.

Luz de amor
O amor é uma força. Use-a. Chame essa força, convide-a para entrar e aquecer seu bebê e você. Ela penetra vocês dois, inteiramente prenhe de um calor generoso. Quando estiver totalmente plena dessa força, deixe-a resplandecer nos seus olhos, sorriso e pele. Ofereça o brilho para todos os novos bebês do mundo e suas mães. Veja como o brilho que vocês irradiam
atrai ainda mais luz para dentro de vocês.

Luz de vela
No lusco-fusco de um quarto tranqüilo, convide uns momentos de silêncio de alma. Nesse estado privilegiado de maravilhamento, acenda uma vela. Olhe em contemplação para a chama como se fosse a primeira vez. A chama é uma dança, uma viagem misteriosa daqui ao infinito.
Junte-se a ela e explore a imensidão. Comungue na energia incorruptível do fogo;
ela fortifica e eleva você e seu filho. Reverencie essa energia como uma fonte de inspiração.

Mãos de mãe
Acaricie sua barriga de grávida. Depois de um tempo, deixe que suas mãos repousem sobre ela;
sinta um sorriso despontando no seu rosto. E, com o amor brotando de suas mãos,
abençoe seu neném. Invoque então as forças e as energias criativas da vida, para que participem com você da formação de um maravilhoso ser humano.

Melodia cósmica
Mergulhe em sua poltrona favorita, coloque os pés para cima e sinta plenamente o delicioso conforto que envolve você e seu bebê. Descanse, acariciando a harmonia. Nesse devaneio, pense em música. Imagine que você e seu bebê são músicos, fazedores de música numa orquestra sinfônica composta de todo o universo. As melodias que vocês tocam são músicas cósmicas
que falam de vocês dois. Essas composições são trechos da música das esferas.
Ouça a alegria, a força e a magnificência.

Música do coração
Escute uma música, aquela que mais a inspire, uma música que simplesmente a leve para bem longe. E deixe que faça exatamente isso. Enquanto ouve, pense em um aspecto seu que gostaria de cultivar. Na sua imaginação,  deixe a música levá-la a um mundo em que essa qualidade floresça e desabroche em você.  Digamos que escolha a saúde: veja-se então transbordando de saúde. Veja-se tão radiante que, por onde quer que passe, multidões dançam com exuberante saúde, graças a você.
Que emoção para o neném!
Noite de estrelas
Em uma noite estrelada, levante os olhos para os céus. Sinta-se transportada para esse infinito.
Ouça a silenciosa presença atemporal dos milhões de luzes no firmamento e saboreie essa paz.
Escolha uma única estrela e faça dela sua companheira. Fale de você e seu bebê com essa estrela amiga. Faça perguntas sobre temas importantes para vocês. Haverá respostas para vocês dois.

No mundo das nuvens
Num dia com nuvens, olhe para o céu e delicie-se com essa visão. Brinque com as formas, as luzes e os movimentos das nuvens. Crie histórias com elas. As nuvens são o teatro do vento, coletâneas de histórias: cavalgadas, batalhas, festas, beijos, carinhos, suspiros. São o ar brincando. Celebre sua amizade com as nuvens e elas responderão com o orvalho do amor para seu bebê e você.

O brincar da brisa
Em um dia de alegres brisas, saia de casa e vá para um lugar onde você e seu bebê possam estar a sós. Tire então toda a roupa e entregue-se ao ar. Sinta-o dançando com você, acariciando seu rosto, brincando com sua mente. Agora, ele está dentro de você, rodopia, gira, espanta amolações, afasta dúvidas, sopra para longe preocupações. Inspire essa brilhante e atuante brisa, ria com ela e agradeça. Sua pele está cantando com o ar. Seu bebê se delicia.

Paz
Saia para passear num parque, floresta ou jardim, um espaço verde e belo onde você e seu bebê possam estar a sós por um tempo. Abrace a eloqüente quietude da natureza e entregue-se por completo às mensagens voluptuosas de fragrâncias, formas, cores, sussurros. É uma intrincada dança dos elementos. Convide toda essa beleza a entrar em você. Torne-se o lar desse poema telúrico. Você e seu bebê estão aprendendo paz.

Pés em festa
Ofereça a seus pés um delicioso banho de água quente. Agradeça seus pés, acariciando-os e conversando com eles. Sinta todo o seu ser pouco a pouco se abrindo e se expandindo.
Sinta seu sistema nervoso respondendo, sua mente aclarando, sua energia aumentando.
Presenteie então seu neném com esta encantadora festa.

Pura luz
Feche os olhos e, com seu pensamento, embarque numa viagem suave e profunda para uma terra de luz pura, expressiva, surpreendente e regeneradora. Para uma terra tão prometida quanto o raiar do sol. Entre, trazendo seu neném. Flutue livremente nesse oceano de vida vibrante.
Respire essa luz, saboreie-a. Deixe que se ela torne una com vocês dois. Então, quando estiver transbordando de luz, volte para casa e irradie.

Rapsódia de cores
Pendure um cristal facetado numa janela ensolarada e convide os raios a brincar. Lá, na parede oposta, eles projetam borrifos de arco-íris. Intercepte um raio com os olhos e veja a deslumbrante música da vida. O azul claro canta a saúde de seus pulmões, o azul escuro fortalece seus ossos, o vivaz laranja traz fartura ao seu sangue. O amarelo alimenta nervos e mente. O verde compõe harmonias para seus órgãos digestivos. O vermelho leva força a seus músculos. O lilás alegra as glândulas. Detenha-se no brilho de cada cor até que seu determinado espírito a tenha tocado. Então, feche os olhos para que você e seu bebê possam rapsodiar.

Show de luz
Uma noite dessas, planeje acordar na madrugada seguinte para acolher o amanhecer.
Antecipe uma comemoração para o momento em que seus olhos e os primeiros raios de sol se encontrarão. O sol estará enviando energia radiante e maravilhosa pelo espaço até você.
E você estará recebendo essa energia luminosa com todo o seu coração, deixando que ela inspire e renove você. Convide então a luz para que ela se junte a seu ser na tessitura de seu bebê.

Sopro de vida
Inspire até encher completamente seus pulmões. Pare, repleta de consciência e de ar... saboreie o gosto do ar da vida. Agora, conscientemente, solte todo o ar. Esse dar e receber da respiração sempre foi assim. É uma troca de dádivas: você recebe do universo e, por sua vez, dá de si e do seu bebê. Com tudo isso em mente, agradeça e respire de novo.

Sua música
Escolha uma música lindíssima de sua coleção e comece a ouvi-la. Imagine essa música sendo uma canção sobre você... sobre como você é única. Ouça a atmosfera da melodia. Ela pronuncia suas qualidades, a beleza do seu ser. Seu bebê, no seu ventre, está recebendo essas visões através da música e sente uma singular onda de felicidade. Esta é uma forma encantadora de enriquecer vocês dois.

Tempero de amor
Um belo dia, convide um ou dois amigos queridos para jantar. Componha um delicioso menu, pratos que goste de comer e de preparar. Calcule quantidades, tempere e cozinhe com o coração em festa, repleto de carinho. Enriqueça as receitas com ingredientes especiais: seu amor pela vida, pelos amigos e a alegria de estar grávida. Peneire e mexa, fatie e corte, misture e mescle,
amando cada aroma, cor e textura. Expresse esse amor em voz alta: “Há tanta beleza em vocês, alimentos queridos! Levem essa beleza para as pessoas que vamos nutrir e ofereça-lhes nossa essência”.

Terra
Encontre um pedacinho de terra, acaricie-a com as duas mãos e afunde nela os dedos.
Sinta os aromas que ela libera para você. São fragrâncias de nossa mãe, essências de recriação.
Cumprimente e agradeça a terra; é ela que compõe os elementos de seu corpo e do corpo de seu bebê. Deixe suas energias fluírem para ela pelos seus dedos. Peça que ela as receba bem em suas profundezas, aninhe-as e transforme-as, para depois devolvê-las limpas e regeneradas.
Uma forma bela e telúrica de exaltar a saúde da sua gestação.

Uma canção
Saia para caminhar com uma canção no coração. Essa canção é uma amiga, seu ritmo conduz seus passos e desenha seu sorriso. Ao andar, deixe que a canção penetre você por completo;
tal doçura a engrandece. Quando chegar a um lugar adequado e quando a canção não puder esperar nem mais um instante, cante a plenos pulmões! Os sons da música que você faz,
a beleza e o significado da canção, tudo isso tem um impacto imediato na química de seu corpo.
Seu sangue está levando mais nutrientes, saúde e vida a seus órgãos. Sua mente vai ficando mais clara e livre. A alegria galopa em você e seu neném. Vocês são um abraço cantante.

Vocês três
Num momento de intimidade, pegue as mãos do pai do seu neném e leve-as a sua barriga.
Os três juntos, falem sobre essa família. Falem sobre quem vocês são. Sobre a casa de vocês, a vida de vocês, suas idéias, esperanças e sonhos. “Sua mãe e eu já imaginamos você tomando
seu primeiro sorvete de chocolate”. “Seu pai quer levar você para velejar!” “Bem-vindo ao nosso tão difícil e querido planeta, você vai contribuir com soluções, tá?”. “Você é uma grande alegria! É uma honra pertencer a você”. “Conte conosco”. Então, do fundo do coração, dêem um beijo em família.

Volta aos primórdios
Num dia calmo e gostoso de sol, vá à praia e mergulhe no mar, berço de toda a vida.Ao nadar para longe, dê braçadas sensuais e conscientes. Visualize-se penetrando no ventre grávido da terra. Lá, em doce rendição, deixe-se boiar. Ouça o ritmo das ondas do mar: são confortantes batidas de coração. Sinta todo seu ser abraçado, acariciado e cuidado pelas águas salgadas. Desde os primórdios, sempre foi assim, todo esse cuidado e amor, por eras e eras... até chegar a você. E, lá dentro de você, um notável feito está se dando: seu neném está revivendo toda a história da vida.

Vôo de felicidade
Imagine-se caminhando no seu lugar predileto deste mundo. Lá está você, grávida, livre e despreocupada. Seus pensamentos vagueiam pelos seus momentos mais criativos. Como por exemplo, aquela vez em que você expressou seu amor tão lindamente que todo o medo se dissolveu. Sinta-se tomada por uma imensa satisfação, alegria e certeza. Vôos como esse afetam profundamente e para sempre, a vida do seu filho.

14 de fevereiro de 2011

Concepção: Venha bebê... (parte II)



Foi-me perguntada, sobre concepção, a seguinte dúvida: se a concepção é um evento tão sutil, tão espiritual e se o casal deve estar tanto em harmonia, em sintonia, como que mulheres que não querem engravidar concebem e casais em desarmonia, casos de violência etc.

É verdade que vemos, comumente, situações onde é evidente que a mulher não quer o filho, o pai não quer o filho, o casal muitas vezes sequer é um casal, há casos até mesmo de tentativas de aborto, enfim.


O que acontece nestes casos, em geral (frise-se!) é que não estamos falando de espíritos tão conscientes quanto os que procuram nascer nos lares da maioria das pessoas do nosso círculo de amizade. Estes espíritos são em geral aprisionados com a concepção por razões as mais diversas e não vem ao mundo lúcidos. É óbvio que todos nós estamos inseridos na mesma dimensão de vida, mas também é óbvio que conseguimos facilmente distinguir os níveis de amadurecimento das pessoas. Conseguimos claramente perceber de quem estamos mais conscientes e de quem estamos menos. Um exemplo disto é sabermos que para nós, a violência é inaceitável, ao passo que muito vivem mergulhados no sangue e no ódio. É fácil também vermos que personalidades como Madre Tereza estão muito além da nossa realidade de seres humanos pois nos parecem pessoas de outro mundo, de um plano espiritual superior, mais sutil.


Assim, os espíritos que desejam chegar a nossa família são evoluídos, esse é o caminho natural... serão melhores do que nós. E, por isto, possuem consciência de sua vinda, conseguem perceber as ondas sutis de desarmonia, medo, incerteza, caos. Mesmo que o casal esteja com seu corpo 'em dia', a mulher ovulando, o homem liberando uma taxa normal de espermatozóides, este serzinho perceber que só isto não basta, ele quer conexão: mulher-homem e destes dois com ele. Como eu disse, a concepção é a união harmônica de três almas, no breve instante do amor.

Porque o diário? Esses dias uma amiga me disse que não sabia se conseguiria escrever para o bebê todos os dias, como eu sugiro fazer quando o casal começa a pensar em conceber. E eu pensei: "será que você não teria nada para dizer ao seu filhinho?". Segundo ela, ela nunca foi muito de escrever. De fato, o melhor mesmo seria meditar, mas o ocidente não usa a meditação como deveria, como prática diária, então, a opção perfeita de exercício de conexão seria escrever. Deixar a criatividade aflorar (criatividade = fertilidade), permitir-se inspirar. E não seria maravilhoso, este filho já grande, quando aprender a ler, ganhar de presente este precioso diário mostrando a ele o quanto ele foi desejado, amado, antes mesmo de se materializar? Você pode, inclusive, continuar seu diário, transformando-o em diário de gravidez. Anotando suas mudanças, seus sonhos, e até mesmo colocando mensagens da família e dos amigos. Como diria a PHD Eleanor Luzes, esta criança já vem à vida com "kit auto-estima" completo!


Eu mesma tenho o diário dos meus dois filhos e é maravilhoso volta e meia ler, viajar no tempo, conhecer aquela mãe e a mãe sou hoje. Até mesmo nos momentos de dificuldades que todas nós mães passamos, um tesouro destes transforma-se em verdadeiro elixir.


Um livro que posso indicar e que me inspirou muito foi o "100 promessas para o meu bebê", escrito pela Malika, filha do Deepak Chopra. Quem sabe, você não pode dar sequencia e escrever as suas próprias promessas para o seu bebê?


Existiria no mundo maior presente do que este pequeno diário ser transmitido de geração em geração na família, mostrando o quanto aquelas pessoas são ligadas pelos amor? Que força e impacto isto teria na vida da sua neta, bisneta?

Nós precisamos, principalmente as mulheres, resgatar nossa inspiração, nossa intuição, nossa arte. As doenças que hoje acometem tanto as mulheres são doenças da mulher-masculina e as clínicas de reprodução estão lotadas porque as mulheres resolver se lembrar que são mulheres quando querem conceber, mas passaram anos escondendo, a duras penas, seu feminino. Esse tempo já passou, podemos respirar, relaxar e curir o que somos, sem cobranças. Já conquistamos, já provamos que conseguimos, já podemos votar, já alcançamos grandes postos, já vencemos a violência e a opressão. Podemos estender bandeira branca a nós mesmas e parar de fugir. A guerra já acabou! Chegar de lutar. 

Que delícia entregar as armas, inspirar e voltar para casa cheia de orgulho e oxitocina por ser MULHER!

www.cienciadoiniciodavida.com.br

5 de fevereiro de 2011

Concepção: Venha bebê (parte I)


É comum hoje ouvirmos estórias de casais que embora desejem muito um bebê, este bebê simplesmente não vem. Daí começam as maratonas de exames, check-ups, médicos, remédios, interferências. E, mesmo com um diagnóstico de que o casal não tem problema nenhum de fertilidade, o bebê continua não vindo. O casal não tem filhos e deseja muito, mas as vezes o casal já até tem filhos e quer mais...

O que acontece?

Acontece que a gravidez não é um fenômeno puramente físico. Não se trata apenas de fisiologia. Se assim fosse, todos os que tiveram com os exames ok, teriam seus filhos, certo? Então, esta é uma mostra de que a gravidez é um fenômeno espiritual, mental, emocional, psíquico. Sendo assim, um corpo são não é a garantia de conceber. É preciso mais... E é esse mais que está faltando para as mulheres de hoje em dia.

É preciso ser fêmea, ser quente e úmida, ser sensível, ser fecunda. É preciso acolher, rececer, ceder e doar-se, assim com o útero se doa para receber a semente.

Como querer engravidar e detestar a menstruação, por exemplo, como vemos muito comumente hoje? Como querer engravidar e ser masculina, ativa, rígida, fria? Como querer engravidar sem contar com a conexão do homem? Daí é festival de fertilizações em vidro! O bebê vem de um estupro artificial em que o homem força a geração de vida onde a própria vida enxergava solo árido e inóspito.

Então, qual a saída?

Minhas propostas são fruto de minha própria vivência e diversos cursos que fiz, entre eles, o de Ciência do Início da Vida com a PHD Eleanor Luzes.

O primeiro passo é a conscientização do casal da razão de vinda deste bebê. Tanto o futuro pai, quanto a futura mãe devem estar conectados, em corpo e espírito, numa verdadeira harmonia conjugal. É importante conversar sobre esse bebê, sobre a vontade dos dois, dos irmãos, se houver, enfim. A harmonia deve começar do casal pois a concepção é uma união de três almas.

Uma forma importante de a mãe se inspirar é comprando um diário e começando a escrever para esse bebê, todos os dias. Conecte com essa alma que anseia encarnar em sua família. Descreva-se como mãe, descreva o pai, a família toda. Anote poesias, contos e estórias que lhe encantam e lhe emocionam. Fale de sua fé e de o quanto esse bebê é importante. Os ocidentais não tem o costume de meditar, então indico este método como uma forma bem palpável de focar a mente e elevar o espírito e torno de um propósito.

A postura do casal deve ser como a de um casal que já está 'grávido', evitando embates, consumo de toxinas (álcool, fumo, drogas, cafeína etc) e a mãe deve pensar numa alimentação o mais nutritiva possível e na movimentação constante de seu corpo através de exercícios que lhe tragam bem estar e não angústia. Neste ponto a hatha yoga cabe como uma luva. (mais tarde veremos exercícios de yoga específicos para mulheres que buscam conceber naturalmente).

Carla Machado, uma terapeuta reichiana traz que o prefixo MA é comum às palavras Matrix (útero), Mãe e Mater (matéria) que é a nossa mãe-Terra. Cada uma destas mães, desde a mãe-Cósmica até a mãe-Terra, vão nos acolhendo e nos preparando para “nascer” para a próxima mãe, num ciclo infinito de encarnações.

E para que possamos vivenciar melhor estas etapas do ciclo de nascimento e morte, precisamos vivenciar bem a encarnação. O processo de encarnação no planeta, sob o ponto de vista do ser individualizado, independente, que se sente à vontade para caminhar sobre a Terra, nutrido e responsável por seus atos, o ser que queremos encontrar pelo caminho, que cuide de si e de seu ambiente, este ser só pode acontecer, se as etapas e as passagens entre as etapas forem suficientemente boas. Quanto mais consciente cada uma destas passagens, mais a passagem para a mãe-Terra pode acontecer e também melhor será o retorno à mãe-Cósmica.

Procurarei trazer um olhar reflexivo sobre cada uma dessas passagens iniciais. Como, em termos de tempo, são etapas relativamente rápidas (em comparação com as posteriores) estas guardam as chaves das soluções para a maior parte dos problemas “insolúveis” encontrados posteriormente. Esta é a primeira grande fase de acordo com a Ciência do Início da Vida de Eleanor Luzes.

A primeira e talvez a mais importante passagem é a concepção, quando o espírito vindo do Cosmos inicia seu contato com a matéria-corpo, vinda da Terra. Os textos sagrados de várias religiões, como os Vedas do hinduismo, o Livro Tibetano dos Mortos, a Bíblia, trazem alusão a este momento como de suma importância para todo o processo encarnatório. Portanto deveríamos estar mais bem informados e preparados para ele, antes que aconteça.

Mãe-Cósmica : concepção : Matrix (útero) : parto : Maternagem : independência : Mãe-Terra : morte : Mãe Cósmica

Preparação para Concepção

Nesta fase estamos na Terra e o espírito está ainda no Cosmos, portanto é preciso começar o trabalho aqui, preparando-lhe o terreno, como quem prepara a terra antes da semeadura. É preciso clarear e limpar um pouco nossas próprias questões, pois a fase antes da concepção é quando atraímos o espírito do ser que vai entrar em nossas vidas.

Às vezes, aparentemente está tudo bem, mas se colocarmos a mão um pouquinho mais fundo na consciência veremos o lodo e a sujeira acumulada debaixo do tapete.

Sugestão de alguns florais para concepção:

• Consciência de que há questões a serem trabalhadas: Agrimony (Bach), Raposa (Filhas de Gaia)

• Limpando padrões negativos anteriores:

- com relação à maternidade e à própria ancestralidade: Primavera (Filhas de Gaia), Honeysuckle (Bach), Madressilva (Saint Germain), Ancestral Patterns (Deserto)

- com relação à própria gestação / parto: Star of Bethlehem (Bach), Renascer (Ararêtama), Evening Primerose e Echinacea (FES), SOS Angels (Angels)• Mãe -Auto-aceitação, conexão com a grande-mãe: Paineira (Filhas de Gaia), Castanheira (Amazônia), Quince (FES), Rosa-rosa (Agnes / St.Germain)

• Pai – Responsabilidade, acordar o pai interno: Elm (Bach), Inner Father (Deserto), Saguaro e Sunflower (FES), Unicornio (FG). A participação do pai é importantíssima, pois ele é quem “pesca” o espírito do ser que irá encarnar (ex do congresso: pai com a luz lilás vindo pelo topo da cabeça)

• Relação do casal: Lantana (Minas), Bush Gardenia e Wedding Bush (Australia). Que o bebê não seja uma tentativa de acertar o casal, pq isso resulta em verdadeiros desastres

• Escolha de conceber, clarear qual a real motivação, se o bebê não vem para tapar um buraco existencial, uma frustração profissional: Scleranthus, Wild-Oat e Chicory (Bach)

Concepção - Consciência

Tenho ouvido de muitas mulheres que é melhor deixar esta etapa ao sabor do acaso, pois “Deus escolhe melhor do que eu. E afinal de contas, se eu não conseguir engravidar não vou ficar frustrada e se engravidar será uma boa surpresa”.

Realmente, é uma escolha TÃO importante que é normal, a princípio, nos sentirmos pouco capazes de participar dela, pois é algo realmente Divino este momento. Mas se participamos conscientemente de tantos momentos menos importantes de nossas vidas, como escolha de entrar ou sair de uma faculdade ou de um emprego, vamos ficar de fora logo neste?? Se pudermos ser co-criadores com Deus, utilizando nosso livre-arbítrio, que maravilha termos no mundo seres mais conscientes e responsáveis.

Peça toda a ajuda do Universo, Deus, toda a natureza e espíritos ajudantes. Peça à Terra toda a inteligência dela em suas miríades de formas. Peça pelo poder dos corpos celestiais que residam em você para que você possa ser um universo para seu bebê. Peça e continue pedindo pela presença da mais elevada alma pronta para encarnar.

Ovular 12 vezes ao ano não significa que automaticamente ele estará pronto para vir logo nestas primeiras 12. Se o casal escolhe conceber conscientemente claro que a concepção pode demorar, até mais tempo do que uma concepção “ao acaso”. Por que este espírito cristalino necessita de condições especiais para vir, um momento planetário ideal. A melhor concepção para seu bebê e a melhor época para ele nascer pode ser durante um curto período do ano, portanto se não acontecer naquele ano, talvez só no ano seguinte.

Amor e sexualidade


O fato é que, neste momento, há muitos seres de luz se preparando para encarnar, mas eles precisam de condições especiais. Há outros tantos menos iluminados buscando sua chance no planetinha que vão aproveitar a primeira oportunidade para virem resgatar seus carmas. Muitas crianças são concebidas ao final de uma briga, com um ou os dois pais meio “altos”, onde o sexo atua como reconciliação. A criança já vem com a impossível missão de viver reconciliando os dois, ao invés de poder espelhar a divindade Pai-Mãe no amor dos pais. E dá-lhe de relacionamentos difíceis (já viram algum?) entre pai e filho, mãe e filha, abandono, culpas, processos de paternidade, etc e etc. Para evitar tanto jogo cármico nos relacionamentos, é fundamental conceber conscientemente e com amor.

• Sexualidade: Hibiscus (Minas), Sexual Harmony (Deserto), F.Sexualidade (Angels / Solaris). Lembrando que o floral é feito com água + sol / calor, traz-nos a união da Mãe Terra com o Pai Sol, essência da sexualidade sagrada.

Ato sagrado

Que um respeite o outro como ser sagrado e divino. Que haja contato entre os dois, que seja um momento de verdadeira comunhão e celebração deste amor, um verdadeiro ato sagrado.

• Contato para concepção: Clematis (Bach), Madia (FES), Sodalita (Solaris)

• Prepara para a chegada no novo espírito: Lírio da Paz (Agnes), Angélica (FES)

É muito importante preparar-se e este preparado depende muito da mulher. Sejamos mulheres-fêmeas verdadeiras!

1 de fevereiro de 2011

Reflexões: recordando a chegada: o desafio do feminino...


por Cariny Cielo

Acordo e o que eu vejo é só o branco do teto de um quarto frio e sem vida. Alguém geme ao meu lado. Presa à cama pelas praxes médicas de um nascimento bruto, é minha mãe, tentando ser mãe e ficar feliz com a minha chegada depois de todas as desilusões que envolveram sua figura de mulher na vida. Infância restrita, adolescência enterrando o pai e tendo que aceitar a tirania da mãe, casamento-fuga, maternidade angustiada e um divórcio-fuga.

Todos os sonhos de expressão feminina postos de lado para manter um castelo ridículo, construído de tijolos vazios. O puritanismo castrador, o preconceito velado, o não-prazer, o não-sentir, o não-sou! “Odeio ser mulher”, assim ela dizia sempre que tinha que conversar com o espelho. Que alto preço pagamos nós, mulheres, em não escutar a natureza fêmea, a mãe-terra.

Um dia, em sua gestação, eu lhe apareci bebezinha em sonho dizendo, com a mão em punho e braço erguido: - “mamãe, eu sou é mulher”. Foi assim que eu cheguei, dizendo, sussurrando, gritando para elas todas e para o mundo: EU SOU MULHER!!! Foi assim que eu me fiz mulher, lutando contra, indo de encontro, batalhando, rebatendo, defendendo, insistindo, peregrinando... ser mulher não foi uma vivência suave e florida, como talvez deveria ser. Afinal, nós somos suaves, nós somos floridas...

O que é mulher? Vamos começar pelo que não é! Não é a executiva disputando igualdade de salários, nem a marombada da academia com coxas masculinas. Não é gritar que não precisa do masculino para se valorizar e se debulhar em lágrimas e histeria a menor desilusão amorosa. Não é, tampouco, a subserviência estúpida de entregar ao outro as rédeas da própria vida.

Mulher é um cavalo selvagem, livre, forte e feliz. É a natureza poderosa que depende e é auto-suficiente em um só ser. É aquela que sabe que quanto mais dá, mais tem e que ama como expressão de sua existência e não como moeda de troca. É a terra úmida onde em se plantando tudo dá. É a lua, misteriosa e bela. É a mata secreta e perfumada.

E porque querer a fêmea? Para preencher um feminino vazio? Para eternizar um movimento feminino? Não. Esta não seria a mulher madura que hoje sou a pensar, até porque não me entrego a devaneios tão crus. E depois, seria muita responsabilidade para um ser ter que nascer com tamanhas expectativas e idéias preconcebidas. Eu mesma, agora, mulher-mãe, sei que meus filhos nasceram para ser o que quiserem ser, sem planos, sem estereótipos, sem ‘assim seja’. Eu sou e serei para eles o primeiro abrigo, o carnal e, posteriormente, o ancoradouro espiritual e emocional para que realizem aquilo que intuitivamente aprenderem a descobrir que nasceram para fazer.

Meu rito de passagem não me permite mais olhar para trás. Agora eu sou mamífera mesmo. Sou mulher não só na carteira de identidade, mas na carne, no osso, nas entranhas. Recebo, gero, dou a luz e amamento com meu sangue e isto não me espolia, mas me empondera. E por isso eu tenho a capacidade de dar com toda a minha força e poder. Eu agora sou deusa, sou poderosa! A delícia de chamar, receber, gerar, parir e amamentar um semelhante e permitir que este ser floresça é a chama do meu momento. 

Quero ser a fêmea-mulher verdadeira que ouve o que ninguém mais ouve, que vê o que está por trás de tudo, que sente com a pele e com o espírito, a do sexto, sétimo, oitavo sentido. É o que sou. Por isso, caminho solitária no meio do artificial, e minha voz sequer dá eco.

Não me fantasio de mulher, eu sou mulher! Quem me entenderia se hoje a menstruação é chamada de sangria inútil? Mas, eu sou! Sou a mulher-fêmea que ama e reverencia o sangramento sagrado mensal, que adora os seios caídos que sinalizam que amamentaram os filhos, que carrega o templo sagrado do útero como expressão da criação e da perpetuação da humanidade. Que beija os pés do masculino, pois conhece exatamente seu lugar na criação. Isso é ser mulher.

O masculino centraliza minha existência hoje, pois precisei reverenciá-lo. Era o último estágio. Agora sei quando é que preciso deles, sei onde é que eles estão. Por isso um marido não conseguiu chegar a tempo no parto natural. Era preciso reforçar as fêmeas, unir as mamíferas em torno do maior de todos os ritos, o nascimento. Agora que sei como gira o mundo e como as almas se atraem. A delicadeza, a pureza, a suavidade finalmente chegaram e invadiram meu ser...

A inspiração me bateu a porta e uma brisa trouxe-me as boas novas. Traga-me, cosmo sagrado, a criatura divina que hoje enxerga o ambiente perfeito para germinar e nascer.

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