Mostrando postagens com marcador criandomeninos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criandomeninos. Mostrar todas as postagens

9 de agosto de 2013

Maternidade Ativa: Guia bem humorado para vencer o mau humor decorrente de cuidar da própria sujeira: PARTE I: Rol não exauriente!


Eu e o meu balde rolante: um caso de amor

por Cariny Cielo

Hoje faz um mês que estamos cuidando da nossa própria sujeira!

Não é algo que nos dê um Nobel (esse fica pro futuro), mas é algo que percebi que é recheado de conceitos e pré-conceitos. No Brasil parece ser cultural que ter alguém para cuidar da nossa sujeira é chique! E este ‘parece’ tem dados reais: o Brasil é o país numero um do mundo em empregados domésticos...

A ideia de ter alguém cuidando das minhas imundices enquanto eu trabalho e toco a vida era simplesmente absoluta e nada ao meu redor me fazia pensar que poderia ser diferente. Até que essa coisa toda de ser mãe e começar a questionar tudo (e ter um irmão mais novo pentelho que mora do exterior e me traz papos fresquinhos sobre o outro lado de muitas coisas), fez-me parar para questionar também isso: 
Péraí-páratudo! Eu fui criada dependente de terceirizar o serviço doméstico! Culturalmente moldada, entalhada e esculpida para depender de terceirização de serviços domésticos. E estou perpetuando esta ideia criando meus filhos igualmente dependentes deste modelo.

Com o pontapé inicial que partiu do macho alfa e os empurrões que recebi do meu irmão, eu comecei a desenvolver questões profundíssimas que nem valem contar aqui... 

Mentira, valem sim! Como, por exemplo:

1. O serviço doméstico ser resquício da nossa cultura escravocrata;
2. Como ser absurdo que alguém que lava nossos fundos não possa usar nosso banheiro ou dividir com a gente o elevador;
3. Que uma lei que surgiu recentemente para garantir o mínimo aos empregados domésticos foi rechaçada por muitos que eram, na verdade, exploradores de pessoas;
4. Que não é justo que uma mulher deixe sua própria casa e seus próprios filhos para cuidar da limpeza da nossa casa, perpetuando as mazelas do capitalismo;
5. Que não estou educando meus filhos para a vida, se não os coloco responsáveis pela própria sujeira, pela organização de seu próprio espaço e se os ensino que o zelo pelo próprio ambiente em que vivem depende de um terceiro;
6. E algumas outras bem pessoais que guardei para o divã... ou para um livro... enfim...

Sobre isto leia o instigante texto ‘Mucamas, Criadas ou Domésticas’ do historiador Ricardo Corrêa Peixoto (Colunista do Brasil Escola, pesquisador e estudioso da História dos Marginais, autor de diversos artigos e ensaios sobre exclusão social, transição Império-república, escravismo-capitalismo.)

Eu não estou dizendo que nunca mais precisarei de ninguém (no estilo ‘nunca mais sentirei fome nesta vida’ da Scarlet do filme ‘E o Vento Levou’). Não! Afinal, eu tenho três filhos, eu trabalho fora, eu sou preguiçosa, eu blá blá blá... 

Mas uma mudança brutal processou-se dentro de mim de forma que, quando (e se) eu tiver alguém, esse alguém virá me ajudar e não cuidar-da-minha-casa-por-mim. É uma diferença abismal! Assim como acontece com nossa babá que está no seio familiar há uns 15 anos e me ajuda a cuidar dos meus filhos... não cuida deles no meu lugar. Parece bobo? Não é não... Uma faxina é muito mais valorizada e melhor remunerada do que o vínculo trabalhista doméstico.

Depois deste importante primeiro passo, descobrimos um mundo novo! Um mundo de pessoas que cuidam da própria sujeira!!! Bingo!!! Onde tava esse povo todo pra me abrir os olhos quando eu achava legal ser patroa??? Recebi ajuda de todo lado, e ainda recebo e sinto falta de não ter dado valor às dicas da minha mãe quando ela me mandava limpar o chão... (sorry mamy!).

E nessa onda eu ouvi toda sorte de coisa! De “você enlouqueceu?” a “teu marido não vai te ajudar”, “você vai fazer tudo sozinha porque homem não gosta de limpar casa”... felizmente, aqui em casa, meu marido faz até parto (pééééééém), então, uma limpadinha de banheiro, varrer, passar pano, organizar, pra ele é fichinha! Este obstáculo machista do patriarcado nós tiramos de letra...

Na verdade o maior obstáculo à vivência “O Mundo Sem Ninguém Limpando a Casa Pra Você” é a minha total falta de jeito com a dinâmica do negócio, porém, observei que isso é algo que melhora com repetições sucessivas e aprimoramentos, no método tentativa e erro... ainda com muitos erros!

E, como eu nasci vendo graça em tudo, no que eu posso contribuir com a humanidade é criando – e a partir desta data, tornando público – o inédito, o nunca antes divulgado...

Guia bem humorado para vencer o mau humor decorrente de cuidar da própria sujeira 
PARTE I: Primeiro Decênio de Regras:


DISPENSE A TERCEIRIZAÇÃO DO SERVIÇO DOMÉSTICO E: 

Art. 1º. Descobrirás que não é preciso varrer e passar pano na casa todos os dias.
Três dias havia se passado sem a empregada doméstica e eu não via necessidade de limpar o chão. É sério, não é porquice! Eu pisava no chão e não sentia grânulos e nem havia poeira. E com esta descobri o que apelidei de ‘balde rolante’. Fiquei sabendo que o pessoal mais cool não varre e passa pano, vai logo de vassoura mágica ou esfregão com balde rolante... sim, “varrer e passar pano, varria e passava pano a sua vó”.
Nesta vibe eu também resolvi ouvir a minha mãe, ao menos uma vez nestes 34 anos, e passamos a usar o aspirador de pó. É a tarefa preferida do mais velho, de seis anos, que já a faz quase sem supervisão (atenção: não tente isso em casa).

Art. 2º. Lavar banheiro de madrugada passará a ser um divertido programa a dois.
De repente, essa coisa que cuidar da própria casa pega a gente e... em plena madrugada de sexta-feira, estamos num buteco rindo da vida estamos lavando o banheiro! Sim, qualquer hora é hora de limpar e se fazer sozinho pode ser uma penitência, fazer a dois ficará divertido... tomando vinho colonial feito no quintal da casa da vó do marido então, é pura soberba!

Art. 3º. Se o cantinho atrás do sofá estiver sujo, a culpa é só sua.
Tirando raras exceções, o dono é o mais capaz de cuidar bem do que lhe pertence. Este artigo é uma a dica preciosa para quem tinha dificuldades em encontrar alguém que limpasse bem a casa (que era o meu caso!). Veja a lógica: sua casa continua meio sujinha, mas você não está alimentando a chaga do capitalismo e está economizando um dinheiro todo mês. O mais importante é a ideia de que a responsabilidade é nossa, pelo limpo e pelo sujo, que não posso dizer “Olha a imundice aqui! A fulana limpa minha casa igual a cara dela, mas todo mês tenho que pagar direitinho senão já viu, né?”. E se estiver sujo tudo bem, a casa é sua, ninguém tem nada a ver com isto e quando você estiver a fim, você limpa (eu gosto mais desta última).

Art. 4º. Verás que tu não estás só.
Uma legião levantou-se em coro pra me apoiar. Com dicas de produtos (todos caseiros, mais baratos e que não vão corroer a sua mão) e de instrumentos (existe um mundo de vassouras, pás, escovas, buchas, panos e afins ao seu dispor). Além de uma chuva de incentivos. Você vai conseguir! Você tirará de letra! Ah, e uma liberdade! Você vai aprender a gostar! É claro que rola uns “às vezes é um saco”, mas, ótimo, eu gosto mesmo é dazamigas verdadeiras, das chapas, que me falam também do lado chato, feio, fedido das coisas pra eu poder encarar o bom e o ruim. E isso me lembra de umas gentes que eu adoro quando me vêem em algum lugar sozinha com meus três meninos e, ao invés de dizerem ‘nossa, que super mãe, que lindo, que meigo, que fofo, que cor-de-rosa’... Não! Elas me dão um olhar de verdadeira empatia, como se entendessem mesmo o que eu vivo, como se também soubessem o que é criar de verdade os filhos, botar a mão na massa, como se lessem minha mente e soltam um “nossa, que dureza, né? Mas dá de se divertir!”. Essas são das minhas!
Encontrei blogs só sobre cuidar da própria sujeira aqui, aqui e aqui. E gente que também rompeu com o sistema, sobreviveu e voltou pra contar como foi!
#tamujunto

Art. 5º. Lavar a louça não é, de todos, o pior.
Era a tarefa que eu menos gostava... ao ponto de, quando morava sozinha, meu então namorado-hoje-marido lavar o que encontrava na pia com receio de crescer alguma vida não identificada e me atacar à noite... Mas, hoje, vejo com bons olhos essa coisa de lavar copos, talheres, pratos... e passamos todos a sujar menos também. Claro, se é chato limpar, a gente cuida pra não sujar supérfluos. As crianças jogam os restinhos de comida dos pratinhos na lixeira e colocam o prato na pia. Qualquer pessoa que passa pela pia e encontra algo, já lava, pra não acumular. E assim surgiu a outra regra...

Art. 6º. Não deixarás acumular
Como a vivência “O Mundo Sem Ninguém Limpando a Casa Pra Você” ainda está em fase inicial, não posso traçar muitos comentários sobre acumular e nem sobre cumprir a risca esta regra. Mas, sim, ‘não acumular’ é uma palavra de ordem quando o assunto é cuidar da própria sujeira! Como a casa tem dois pisos (aff, se eu soubresse antes...) acabamos criando pequenas mini-centrais de limpeza com produtos e ferramentas sempre à mão, nos dois andares. Não fica muito bonito, mas e daí? A casa é minha e eu faço o que eu quiser e eu uso essa frase pra quase tudo agora! Sempre que passamos e vemos algo, já limpamos na hora ou... apenas olhamos e rimos (às vezes choramos)! Hahahaha

Art. 7º. Conhecerás teu lado chantagista.
Eu já me peguei chantageando a mim mesma, tipo: “mulher, se você não limpar este banheiro, eu te acharei a pessoa mais porca do mundo”, ou ainda, “você já passou aqui três vezes só esta manha e não limpou as prateleiras, se você não limpar, vou ligar pra sua sogra vir lhe visitar hoje e justo hoje ela irá apoiar a bolsa nesta prateleira!”. 
Até antes da vivência “O Mundo Sem Ninguém Limpando a Casa Pra Você” eu não era chantagista, nem meu cônjuge. Nós jamais praticaríamos esse ato imoral ou criminoso que consiste em ameaçar ou revelar coisas ou informações sobre uma pessoa, um grupo ou corporação a não ser que a pessoa ameaçada cumpra exigências, geralmente para proveito próprio, feitas pelo ameaçador. Até que...

Art. 8º. Aprenderás que se deve limpar sempre de cima pra baixo.
Nessa de libertar-se da dependência de terceirização do serviço doméstico, eu já fiz toda sorte de baboseiras aprendendo a limpar minha casa; mas um dia, eu me superei: limpei com esmero as prateleiras de baixo... até perceber, limpando as de cima, que a sujeira desce e suja tudo de novo. Isso vale pro teto, pras teias de aranha, pro pó que dá nos móveis... enfim. Aqui, vale um adendo: eu me considerava uma mulher inteligente, articulada, super esperta, até ser vencida pelas trapalhadas feitas, mas eu tenho me perdoado dizendo para mim mesma que não é limitação de raciocínio é só falta de prática (às vezes dá certo, e eu me convenço, às vezes não e eu me xingo: burra, burra, burra!).

Art. 9º. Necessitarás de reconhecimento imediato
Serviço doméstico é um serviço que não se vê. Só se vê quando ele não foi realizado... então, percebi que quem limpa quer ser imediatamente reconhecido pelo o grandioso feito recém realizado. É assim com quem cozinha e gosta de ouvir um sonoro ‘está delicioso!’. Notei que assim que deixei o banheiro brilhando – à custa de um vidro de vinagre (só fui aprender a economizar e dosar depois) – ninguém me elogiou, ninguém notou a belezura, mimimi. Da mesma forma, outro dia, o marido deu um grau na cozinha toda. Como eu não estava em casa e não pude ver a performance, assim que entrei em casa e passei reto sem uma palavra, ele soltou: Não vistes que limpei toda a cozinha?! Percebemos, então, que elogios e reconhecimentos devem ser adotados como moeda corrente na vivência “O Mundo Sem Ninguém Limpando a Casa Pra Você”. A boa convivência e o casamento agradecem.

Art. 10º. Limparás a casa longe da internet
Esta regra vem como colaboração de uma amiga querida. Caso você ainda não tenha notado, é impossível limpar a casa e ser popular nas redes sócias ao-mesmo-tempo-agora e, embora saibamos que muita gente consegue fazer várias coisas e ainda compartilhar tudo ao mesmo tempo com o cybermundo... isso não se aplica à faxina. 
Eu pensei até em criar tutoriais no youtube para registrar com mais detalhes toda essa nossa saga pela libertação da dependência na terceirização dos serviços domésticos, mas percebi que: ou eu assoviava ou chupava a cana!

Fiquei chupando a cana e perdi a oportunidade de ficar super famosa e dar palestras pelo país afora. Mas tô bem, tô aqui e, logo mais, nos próximos aniversários da experiência “O Mundo Sem Ninguém Limpando a Casa Pra Você”, trago outros decênios de regras.



#tadiotto&cielolaboratórios


29 de maio de 2013

Maternidade Ativa: Laboratórios Tadiotto & Cielo: Resultados: Parte I

arquivo pessoal: Cientistas malucos

por Cariny Cielo

Após seis anos de trabalhos intensos, os laboratórios Tadiotto & Cielo abrem ao público alguns resultados de pesquisas de campo. Ressaltando que são dados parciais e sempre passíveis de reformulação.

Estamos atualmente com três amostras, também chamadas de filhos, nascidos em 2007, 2009 e 2011 e, ao que tudo indica, permaneceremos com este número até para poder aprofundar as pesquisas, com estudo de qualidade.

Para melhor didática, apresentaremos os resultados por temas principais e, hoje, trazemos os seguintes temas: parto, sono, alimentação e hora do banho. Todos temas diretamente ligados à piração, ou melhor, ao interesse legítimo da grande imensa maioria dos pais.


Primeira temática: Parto

2007: Primeira amostra: o parto é do médico. Nascer é um evento extremamente perigoso e imprevisível que deve ser entregue à medicina. Quanto mais ultrasonografias melhor, foram feitas 9. Nasceu de cirurgia.

2009: segunda amostra: Algo ocorreu dentro do esquema que questionou o modelo tecnocrata de assistência ao nascimento e o parto passou a ser encarado como um evento fisiológico. Nasceu de parto natural hospitalar

2011: terceira amostra: O parto transformou-se num momento normal, tranquilo e natural, como comer, dormir ou fazer cocô. Nasceu de parto natural, em casa, assistido pelos próprios cientistas.


Segunda temática: Sono

Primeira amostra: o sono deve ser ensinado a todo custo. É algo de fora pra dentro. Não se sabe como a humanidade vem dormindo até hoje sem alguém que ensine técnicas para tal. Nana Nenê é um livro de cabeceira e o autor tem todo o direito de invadir a privacidade do lar e dizer como e onde é melhor colocar uma criança para dormir. Dormiu no berço e chorou (muito). Chora até hoje e sente falta de contato.

Segunda amostra: Bom mesmo é sentir o quentinho do corpo de um bebê. Eles vão dormir assim que entrarem num ritmo, que é próprio e não pode ser manipulado acirradamente. A criança que tem contato suficiente e quando pede, desvencilha-se naturalmente e com tranquilidade. Dorme bem e pede pra ir pra caminha.

Terceira amostra: Observando-se respostas positivas advindas do método com o segundo filho, repetiu-se todo o processo, tendo-se os mesmos resultados positivos.


Terceira temática: alimentação

Primeira amostra: Amamentação exclusiva até os seis meses e, após, cálculos matemáticos precisos e acompanhamento diário acerca das porções de proteína, carboidratos e vitaminas. Dificuldade na manutenção deste controle por conta de uma síncope sofrida pela responsável por este controle, no caso, o cientista mãe. O cientista pai defendia mais tranquilidade e confiança na alimentação do rebento, no entanto, a formação acadêmica rígida da mãe não a fazia compreender esta possibilidade de flexibilização da dieta do rebento. Continuação da amamentação até 15 meses. Desmame por razões ainda não descobertas, restando algumas questões de ordem psicológicas e emocionais como palpites obscuros.

Segunda amostra: amamentação exclusiva até os seis meses. Controle do consumo de proteínas, carboidratos e vitaminas semanalmente e não diariamente como com o primeiro caso. Observou-se muita dificuldade em manter esta segunda amostra longe das guloseimas não nutritivas que a primeira amostra já consumia. Os itens foram: pipoca, pirulito do pediatra (argh!), batata palha, iogurte e brigadeiro. Não foi observada perda do interesse por alimentos nutritivos, mas observou-se um considerável escândalo difícil de suportar pelos cientistas por parte do filho que tinha restrições alimentares. mamou até 27 meses, desmamou por conta própria.

Terceira amostra: Não há palavras, dentro da metodologia científica, para descrever a dificuldade em se manter uma terceira amostra longe das porcarias que as duas primeiras amostras consomem. Os maiores fazem questão de, à revelia da mãe, interagirem com o caçula, colocando toda sorte de tranqueira na boca deste.
Percebeu-se um cansaço por parte da cientista mãe em fazer controles alimentares e esta, após receber suporte psicológico e de nutricionista, passou a adotar a teoria inicialmente levantada pelo cientista pai: só adquirir produtos de qualidade e em eventos carentes de preocupação com a saúde infantil, permitir o consumo de pouco a moderado das porcarias, ops!, guloseimas à disposição. No entanto, entendeu-se por bem que esta postura não se refere a refrigerantes, estando estes terminantemente proibidos para o consumo. Ainda mama no peito.


Quarta temática: Hora do banho

Primeira amostra: 40 minutos de preparação para iniciar o ritual do banho o que incluía ligar um som relaxante, limpar a banheira com alcool gel, usar um termômetro, colocar brinquedos, usar xampu, condicionador e sabonete líquido, encher com água quente, deixar uma toalha fralda à mão. Colocar o bebê, segurar com insegurança, passar xampu em meia dúzia de fios de cabelo, passar condicionador na meia dúzia de fios que jamais embaraçariam, perceber que não dá pra pegar sabonete líquido da Mamãe Bebê da Natura só com uma mão, desvendar uma estratégia para extrair o sabonete líquido da Mamãe Bebê da Natura virando o frasco pra baixo e pressionando contra a banheira, lamentar o desperdício vendo todo aquele sabonete escorrer pela banheira abaixo, descobrir que a toalha não estava tão “à mão” assim, gritar pedindo toalha ou puxar a toalha com o pé já que a perna permite um alcance maior. O bebê volta e meia chorava. Mas costumou ser um momento de prazer para ambos. Com os meses, o cientista pai assumiu a função do banho noturno como forma de, segundo ele, aumentar as chances de conexão com o bebê. Deu certo. Mas não é essencial, verificou-se que um bom pai vai se conectar com o filho, independente dos banhos noturnos.

Segunda amostra: a banheira deu lugar a um balde por causa da moda do ‘banho de balde’ que invadiu a internet. Na verdade, os cientistas ficaram receosos em adotar uma conduta não cientificamente comprovada, mas como o balde ocupava bem menos espaço dentro do box, resolveram apostar. Deu certo. Abandonou-se ou substitui-se por outras mais adequadas algumas práticas que retardavam todo o processo como, por exemplo: ligar som foi substituído por mãe cantando pro bebê. Não se sabe se a troca foi boa, mas o filho até hoje não reclamou. Não se limpou mais o baldo por causa de pura preguiça, mentira, porque é importante a sujeira pra o fortalecimento do sistema imunológico do ser humano. Xampu, condicionador e sabonete líquido foram todos substituídos por um único produto capaz de limpar e manter cheirosinho um bebê com a mesma eficácia. A segunda amostra, apesar de usar menos xampu, foi a que apresentou mais cabelo, requerendo mais cuidado no enxágue. Os cientistas deram muito mais banhos diários na segunda amostra do que na primeira, justamente pela capacidade que tiveram de reduzir o tempo da tarefa e torná-la mais prazerosa e menos mecânica.

Terceira amostra: o balde adotado na última experiência ficou para os filhos maiores e a terceira amostra, divulgando aqui em primeira mão, tomou banho no chuveiro com a cientista mãe. Era prático e rápido, além de muito gostoso pelas experiências sensoriais advindas do contato pele a pele com água morna. Algumas vezes o sabonete era esquecido sem prejuízos maiores. A toalha era o próprio roupão da mãe que saía do banheiro com o filhote enrolado. Hoje 19 meses depois de tudo, os três tomam banho enfiados na maior bacia encontrada na loja de utilidades domésticas mais próxima, conforme figura abaixo.


Aguardem mais resultados de pesquisas. 

#tadiotto&cielolaboratórios
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...