14 de agosto de 2015

Grupos de Apoio: Araripe Grupo de Apoio ao Parto em Porto Velho


Mulheres conhecidas e com histórias que já encantaram a todos aqui no blog, agora reunidas em mais um grupo de apoio ao parto, em Porto Velho! Em 2011, Rondônia teve o Grupo Buriti, um embrião de grupo de apoio que era tocado pela Doula Elis Freitas, hoje fotógrafa e pela psicóloga Paula Gerhart. Logo chegou a Bello Parto, que além de grupo de apoio é também equipe que atende parto domiciliar planejado.

A Helena é professora de yoga, tem relato de parto normal após cesárea e, depois de tanta coisa bacana que viveu, decidiu por fazer o curso de doula realizado pela Bello Parto em 2014!
Talita ilustra o blog contando como  venceu obstáculos para amamentar o filho e, depois disto, também formou-se doula!

As duas, agora juntas, no Grupo Araripe! Araripe, segundo Helena, significa nascimento, lugar que o sol nasce, em indígena. É um grupo de apoio ao parto natural com palestras semanais gratuitas, fornecendo informações baseadas em evidências cientificas. Têm serviços de Doulas pré-parto, parto e pós-parto, consultoria de amamentação, venda e consultoria de slings, aulas de yoga para gestantes e yoga mamãe e bebê, além de pintura de barriga.

Talita explicando tudinho sobre esse universo...

E encantando com suas pinturas na barriga!

Na foto: em pé à direita está Mileide (gestando a segunda filha!), que tem relato de parto normal e, após a experiência de ser mãe, resolveu inclusive criar o blog Mi Mamãe, onde conta suas vivências na maternagem. Sentada à direita, Helena Fernandes, Doula e instrutora de Yoga no Grupo Araripe.

Gestantes nas reuniões do Grupo!

Palestras, cursos e muito mais...



Saiba mais:
Curta a fanpage e fique por dentro de todas as atividades!
Endereço: Rua Mário Tavares, 5431 Bairro Quatro de Janeiro
Contatos pelos telefones (69) 8131-9727, 8114-3124 e 9229-7648
email: araripegrupodeapoio@gmail.com

8 de agosto de 2015

Amamentação: Semana Mundial de Aleitamento Materno 2015: Mama Rondônia!

O grupo Parto Em Rondônia no facebook fez uma chuva de fotos de mães amamentando em lembrança à #SMAM2015 e vieram todas parar aqui!



Aline Pereira com a filha Maria Alice


Carime Amaral


Dani Garcia, com relato de parto aqui!


Geisy Emiliana, de Cacoal.


Graciele Meireles


Gracielen Milomes



  
Josiane Lima


Juliana Lara amamentando sua Larinha, com 6 meses


Karla Vieira


Liz Mariúba



Lorenna Melo amamentando seu filho de 2 anos e 10 meses, com direito à piscadinha!


Mariana do blog Luz Da Mamãe, com relato aqui e aqui!



Michele que tem uma história linda aqui!


Nayara com 1 ano e 4 meses de muito mamá!



Renata Rocha

Sabemos que histórias inspiram... e estas fotos estão aqui para inspirar! 


Tem uma bela história de amamentação? Manda pra cá!







SAIBA MAIS:




A Semana Mundial da Amamentação é considerada um veículo para promoção da amamentação. Ocorre em 120 Países e, oficialmente, é celebrada de 1 a 7 de agosto. A Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA) define, a cada ano, o tema a ser trabalhado na SMAM, lançando materiais que são traduzidos em 14 idiomas.



No IBFAN Brasil, Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar
Temas já adotados:

1992 1ª SMAM
Waba: Baby-FriendlyHospital Initiative
Brasil: Hospitais Amigos da Criança

1993 2ª SMAM
Waba: Mother-Friendly Workplace Initiative
Brasil: Amamentação: Direito da Mulher no Trabalho

1994 3ª SMAM
Waba: Protect Breastfeeding: Making the Code Work
Brasil: Amamentação Fazendo o Código Funcionar

1995 4ª SMAM
Waba: Breastfeeding - Empowering Women
Brasil: Amamentação Fortalece a Mulher

1996 5ª SMAM
Waba: Breastfeeding - A Community Responsibility
Brasil: Amamentação Responsabilidade de Todos

1997 6ª SMAM
Waba: Breastfeeding Nature's Way
Brasil: Amamentar é um Ato Ecológico

1998 7ª SMAM
Waba: Breastfeeding The Best Investment
Brasil: Amamentação: O melhor Investimento

1999 8ª SMAM
Waba: Breastfeeding Education for Life
Brasil: Amamentar: Educar para a Vida

2000 9ª SMAM
Waba: Breastfeeding It's Your Right!
Brasil: Amamentar é um Direito Humano

2001 10ª SMAM
Waba: Breastfeeding in the Information Age
Brasil: Amamentação na Era da Informação

2002 11ª SMAM
Waba: Breastfeeding: Healthy Mothers and Healthy Babies
Brasil: Amamentação: Mães Saudáveis, Bebês Saudáveis

2003 12ª SMAM
Waba: Breastfeeding in a Globalised World for Peace and Justice
Brasil: Amamentação: Trazendo Paz num Mundo Globalizado

2004 13ª SMAM
Waba: Exclusive Breastfeeding: the Gold Standard Safe, Sound, Sustainable
Brasil: Amamentação Exclusiva: Satisfação, Segurança e Sorrisos

2005 14ª SMAM
Waba: Breastfeeding and Family Foods
Brasil: Amamentação e introdução de Novos Alimentos a partir dos 06 meses de Vida.

2006 15ª SMAM
Waba: Breastfeeding Code Watch - 25 Years of Protecting
Brasil: Amamentação: Garantir este direito é responsabilidade de todos.

2007 16ª SMAM
Waba: Breastfeeding: The 1st Hour Save One Million Babies!
Brasil: Amamentação na Primeira Hora, Proteção sem demora.

2008 17ª SMAM
Waba: Mother Support: Going for the Gold.
Brasil: Amamentação: Participe e Apóie a Mulher!

2009 18ª SMAM
Waba: Breastfeeding: A Vital Emergency Response.
Brasil: Amamentação em todos os momentos.
Mais carinho, saúde e proteção.

2010 19ª SMAM
Waba: Breastfeeding: Just 10 Steps!
Brasil: Amamentar é muito mais do que alimentar a criança.
É um importante passo para uma vida mais saudável.

2011 20ª SMAM
Waba: Talk to me! Breastfeeding – a 3D Experience.
Brasil: Amamentar faz bem para o bebê e para você.

2012 21ª SMAM
Waba: Understanding the Past-Planning the Future.
Brasil: Amamentar Hoje é Pensar no Futuro.

2013 22ª SMAM
Waba: Breastfeeding Support: Close to Mothers.
Brasil: Tão importante quanto amamentar seu bebê é ter alguém que escute você.

2014 23ª SMAM
Waba: Breastfeeding: A Winning Goal For Life!
Brasil: Aleitamento Materno: uma vitória para toda a vida!

2015 24ª SMAM
Waba: Breastfeeding and Work - Let's Make it Work!
Brasil: Amamentação e Trabalho: Para dar certo, o compromisso é de todos.
2016 25ª SMAM
Brasil: Presente Saudável, Futuro Sustentável


2017: Construindo alianças, sem conflitos de interesses

19 de junho de 2015

Relato de parto da Jéssica: parto normal hospitalar em Ji-Paraná


Bom, a minha historia começa em 2013 quando eu me meu marido resolvemos que em 2014 tentaríamos engravidar. Então, como havia mudado para Ji-Paraná recentemente, busquei uma ginecologista e obstetra e encontrei a Dra. Adélia Pompeu. Logo no início gostei dela porque é minha conterrânea (ambas de Pato Branco/PR kkkkkkkkk), depois gostei mais ainda pois soube que ela é completamente a favor do parto normal (que muitos médicos não gostam de realizar por demorar mais, por ter que ter mais paciência com a futura mãe e sua família, etc...) e foi ai que os preparativos começaram.

No final de 2013 fiz todos os exames e em janeiro de 2014 parei de usar o anticoncepcional e passei a usar o ácido fólico, já preparando-me para engravidar. Em maio, tive um sangramento por 15 dias e descobri havia ocorrido um aborto espontâneo de uma gestação de 3 semanas. Para mim e meu marido, no primeiro momento foi um choque, fiquei muito decepcionada, triste, enfim... não queria acreditar! Aí, a doutora disse que se quiséssemos continuar tentando, a chance de engravidar nos próximos 60 dias era grande... Então vamos aos treinos!

Em agosto surge a grande nova... Estou grávida de 6 semanas!

Desde o início sabia que queria o parto mais natural possível. Independente da dor, eu não queria cortes e muito menos agulhadas, pois detesto agulhas!! Então, com a liberação da doutora, após o 3º mês voltei à praticar pilates, para que estivesse preparada para o grande dia.

Com 32 semanas, minha pequena Maria Cecília tentou nascer. Comecei a ter pequenas contrações e perdi o tampão mucoso. Liguei para a dra. Adélia e ela prontamente me atendeu. Recomendou-me a aplicação de progesterona, além de repouso absoluto por 2 semanas e até o final em repouso moderado, pois sabia que quanto mais tempo ela permanecesse em meu ventre, mais cresceria e mais saudável nasceria.

No dia 24 de abril completei 39 semanas e fui à consulta de rotina do pré-natal. A ansiedade já tomava conta de mim, do meu marido e dos amigos, queríamos muito ver a carinha da bebê, mas, como não “mandamos” nesses eventos, ela nasceria quando quisesse.

Como eu estava bem e ela já “podia” nascer sem problemas, fui para Ouro Preto do Oeste passar o final de semana. A noite, não dormi bem, parecia estar com refluxo e então no sábado quis levantar bem cedo. Quando fui levantar da cama, senti uma dor forte na barriga toda, mas como não aconteceu novamente, desconsiderei. Por voltas das 7:30 fui tomar café da manhã e então pequenas contrações quase indolores na região abaixo do umbigo começaram e repetiam-se a cada 10 minutos mais ou menos.

Voltei para Ji-Paraná e no caminho, elas tornaram-se mais frequentes e dolorosas. Quando cheguei em casa, as dores já estavam fortes e mais frequentes, 2 contrações em 10 minutos. Meu marido ligou para a doutora e ela recomendou que quando estivesse com 3 contrações em 10 minutos eu fosse ao hospital. Tomei banho, pegamos as malas, as lembrancinhas e de repente estava com 3 contrações em 10 minutos. As 10:30 fomos para o hospital.


Chegando lá, a doutora já fez o “toque” e disse que eu estava com 9 (N-O-V-E!!!!!!!!) cm de dilatação. Fui internada e já fiquei aguardando a preparação do centro cirúrgico. As 11:30 horas, eu, meu marido e minha amiga Natália, como constava no plano de parto, entramos no centro cirúrgico.

E então, seguindo as orientações das enfermeiras e da doutora Adélia, comecei a fazer força durante as contrações. Eu achei que seria rápido, como nas novelas (pois é! Kkkkkkkkk) mas não foi! Permaneci fazendo muita força, alternando as posições, ora ficava deitava, ora fazia agachamentos e a bebê descendo na sua velocidade.


Com o tempo, veio a exaustão, porém, conforme havia pedido no plano de parto, comi bolachinhas, tomei suco de laranja e água, para recuperar as energias e ter força até o final... e funcionou!

Mais tarde, talvez pela exaustão, talvez pela vontade de ver minha bebê ou pra sair logo dali, consegui fazer maissssss força e então as enfermeiras falaram: “- Vamos, sua menina tá vindo, já podemos ver seu cabelo.. e quanto cabelo! Dá pra fazer uma chuquinha só com o que está aparecendo aqui!”.

Nesse momento, achei que não conseguiria, mas com mais uma força ela coroou e então, lembro-me perfeitamente da doutora Adélia falando: “-Vai, vai, vai! Ela tá nascendo! Agora não pode parar! Força!!!”, e então fiz a maior força da minha vida e escuto o melhor som do mundo, o choro da minha filhotinha!

Nasce Maria Cecília com 48 cm e 3,295kg. Saudável, perfeita, linda e cabeluda!


Meu marido, como descrito no plano de parto, cortou o cordão umbilical e então estávamos com aquele serzinho mais lindo do mundo nos braços!


Doeu? Com certeza! Muito!

Faz de novo? Sim, sem dúvidas! Sem analgesia e sem pique! A anatomia da mulher é perfeita para isso, basta desejar que conseguirá!

Houve pequenas lacerações, mas a doutora suturou e em seguida fui para o quarto. Chegando lá, amamentei minha princesa e logo tomei banho. Minha recuperação foi ótima!


Bom, essa foi minha experiência.

O que tenho a dizer é que super recomendo parto natural, no próximo filho quero novamente e digo mais, apesar da dor, é uma experiência indescritível! O amor envolvido é tanto que supera qualquer infortúnio.


1 de junho de 2015

Relato de parto da Hayane: parto normal hospitalar em Vilhena


Hoje vamos conhecer a emocionante história da Hayane, dona do posto de primeira gestante a anexar plano de parto e lei do acompanhante na ficha de gestante no Hospital Regional de Vilhena, interior de Rondônia... abrindo, assim, espaço para outras que virão!
Que bom que Rondônia tem cada vez mais pioneiras pelo respeito às boas práticas no nascimento e parto!




"Enquanto meu pequeno pacote de amor dorme calmamente após a longa mamada que ele demonstra amar, venho relatar meu parto.

Mas antes explicar minha história: um dos sonhos anotados na agenda desde muito pequena – SER MÃE! Tive dois abortos espontâneos, os dois na idade de 8 semanas. E isso deixou meu coração abatido e com medo, o assunto ‘gravidez’ sempre me entristecia após esses episódios. O segundo foi em abril de 2014, e uma nova tentativa seria impossível (assim pensava)!

Em dezembro de 2014, eu percebia algumas alterações hormonais, a menstruação já não constava há uns bons meses, porém não tive aumento de peso e nada de barriga, então eu insistia em não acreditar... Até que em janeiro quando cheguei de viagem decidi acreditar e iniciar meu pré natal (já havia passado da hora!!!) e com isso a barriguinha começou a aparecer e meus medos começaram a fugir de mim. Desde quando conheci o parto humanizado domiciliar, em 2012, eu sonhava que comigo seria assim, era um ideal, e iniciado o pré-natal no postinho, começou minha busca pela Doula Perfeita, isso já estávamos com mais de 28 semanas.

Entrei em contato com a Isabele e tinha acabado de chegar de Porto velho pra fazer residência no Hospital Regional de Vilhena. Após a conversa ela me deu a notícia: não poderia atender meu parto domiciliar, por diversos fatores, incluindo o fato de trabalhar em Plantões (só se eu desse ‘sorte’ de entrar em trabalho de parto quando ela estivesse lá... kkkk). Mesmo assim Isabele se dispôs a me ajudar, indicar leituras, veio até minha casa, batemos um bom papo, eu, ela e meu esposo e ficamos de manter contato.

Entrei em contato também com a doula Suélen Leal, e olha só: a DPP dela era pro mesmo dia que a minha... SIM ela também estava grávida, não poderia me acompanhar. Me falaram da Cariny, e mais uma vez entrei em contato... Cariny também não poderia me acompanhar, mas me indicou um nome no Hospital Regional: Enfermeira Edna! Nisso, continuei minhas leituras, meus agachamentos, alimentação saudável, e concentrei no que queria. Isabele (que adotei como minha doula, pela dedicação e acompanhamento, mesmo à distância) veio com outra notícia: iria retornar de mala e cuia pra capital, não poderia me acompanhar mais tão de pertinho... E acham que desanimei? O papo era parto e eu só dizia: ‘normal, cesárea não’... Meu pai até dizia: ‘vai assustar as pessoas assim...’. Mas eu não abria mão do que queria.

As semanas foram passando, pelo fato de ter iniciado os cuidados tarde demais, ficamos um pouco perdidos quanto às datas, e quando (pelas contas da ultra-som) eu já estava de 41 semanas e 3 dias, falei com Isabele e disse: ‘preciso me preocupar?’ Ela disse que não, que isso era normal; que eu verificasse com o médico e se eu e o bebê continuávamos saudáveis, não havia motivo para preocupação. Ela me disse pra ficar calma, me passou umas dicas e também um chá de indução natural – receita da parteira mexicana Naoli, anotei tudinho e na mesma noite eu fiz... tomei dois copos pouco antes da meia noite, e dormi.

Às 4 da manhã do dia 15/05 eu acordei com uma fome absurda e um pouco de desconforto abaixo do barrigão. Preparei um misto quente e um copo de leite gelado (que eu amo) e sentei pra comer, na metade do pão começaram as contrações, comecei a anotar e as dores só aumentavam, meu esposo acordou e começou a acompanhar. Às 5:55, as contrações diminuíram o intervalo de tempo, e eu já estava iniciando os urros... As 06:18 as contrações duravam 1 minuto e vinham de 5 em 5. Daaaaí eu corri pra debaixo do chuveiro e não quis mais anotar nada! Faltando 15 pras 7 da manhã gritei do chuveiro mesmo: AGORA SIM, PODE LIGAR PRO PAI, QUERO IR NO HOSPITAL SABER QUANTO DE DILATAÇÃO!

Meu pai e minha irmã chegaram mais nervosos do que eu, e na mesma situação estava meu esposo. Chegando no hospital, procurei a Enfermeira Edna, com quem tinha conversado uma semana antes e segui pro consultório do Obstetra de plantão, que já verificou a pressão e veio nada delicado fazer o ‘toque’: 6 centímetros de dilatação!!! E eu: já? Vivaaaaaaa! Seguimos para sala de pré parto, às 7:32.

Fui somente em duas consultas no hospital, mas consegui que anexassem meu plano de parto (o mais humanizado possível, sem ocitocina, sem episio, sem colírio no bebê e mais um monte de ‘sem’s’...) e a lei do acompanhante na minha ficha... então, meu esposo entrou comigo na sala. E ali começou a jornada. As contrações estavam bem seguidas e nada pausadas, e eu pensava: tá quase! Meu esposo segurava minha mão, a enfermeira Edna dançava comigo, eu pulava em cima da bola, ajoelhava e fazia sorriso pra foto, e já tinha tomado duas duchas mornas pra ajudar (nem acreditei que fosse possível a ducha, mas foooi).




Às 9:30 veio o médico, e mais uma vez fez o toque: quase 8 cm de dilatação! E ele disse: Tem um pouco de colo ainda, e a bolsa não estourou. Continuamos nosso ritual, minha pressão normal, bebê baixando no tempo dele... Passado das 10 da manhã, as dores tinham aumentado muito mais, e nisso eu já tinha até deitado no chão e perdido total o pudor. Parecia que a equipe estava um pouco inquieta, e nisso veio o médico pediu que eu deitasse na maca pra acompanhar, tinha passado de 8 cm de dilatação, então ele estourou a bolsa e retirou o restante de colo que disse ter, não fiquei muito feliz pois, com isso, as dores aumentaram e o incômodo também, e junto com esse ‘procedimento’ veio a frase: agora quando vierem as dores faça muita força que daqui a pouco o bebê nasce.


Depois disso minha memória selecionou os momentos, só lembro que segui sentindo muita dor e disseram pra mim com bastante calma ‘vamos pra sala de parto’ e eu fui. Deitada naquela posição estranha e com as pernas pra cima, iniciaram os procedimentos e pausaram o ‘humanizado’ da coisa.

Eu não sabia fazer a força que eles queriam, eles diziam ‘forçaaaaaa’ e eu respondia ‘então me ensina’. Me deu um pouco de desespero, confesso. E quando eles auscultaram o coração do meu bebê e os batimentos cardíacos começaram a baixar, eles ofereceram ocitocina e eu topei! Eles disseram: ‘se não fizer força agora vai ser cesárea’! PÁRA TUDO...

Eu fiz a maior força do mundo, junto com a dor, autorizado por mim (após ouvir que: ‘nesse buraco o bebê não passa’ e ‘com essa forcinha não vem neném’) o Obstetra deu um ‘pique’, a bendita episio, que eu não queria, eu dei o maior urro/grito/berro do mundo e meu Miguel nasceu, colocaram ele sobre o meu peito e eu só dizia: ‘é lindo, como é lindo, olha amor que lindo’, chorei muito... mas ver Miguel aliviou bastante meu coração. Não foi como o previsto, muito menos com as indicações que dei, mas escapei da cesárea e ainda estou esperando a episio sarar. Mas meu bebê tem a cada dia me ensinado o dom de ser mãe, e trazido alegrias ao meu coração... não posso de reclamar! :-)


Hayane Souza, 23 anos, parto normal com 41 semanas e 4 dias de gestação. Mãe do Miguel que nasceu com 3,585 kg e 52cm, totalmente saudável!"

19 de março de 2015

Lei das Doulas: Proposta vira projeto de lei em Rondônia. Todas na sessão


Em novembro de 2014 aconteceu em Porto Velho, sob a organização da ABENFO-RO, o Primeiro Seminário sobre Parto Humanizado de Rondônia, com a participação do obstetra gaúcho Ricardo Jones e vários profissionais do Estado.


Ao final dos trabalhos, foi entregue uma proposta de projeto de lei para a criação da Lei das Doulas à Deputada Estadual Glaucione Rodrigues. Na foto, a Enfermeira Obstetra Sandra Shulz, Presidente da Abenfo-RO entrega a proposta de projeto de lei à Luciana Portella, assessora da parlamentar.


A proposta agora virou projeto!

Entenda mais:
A Lei Das Doulas já é realidade em Manaus e em Blumenau e agora Rondônia está prestes a se destacar nacionalmente com a iniciativa que garante às Doulas livre acesso às parturientes em hospitais, maternidades, casas de parto, enfim. Doulas não são parteiras e não realizam procedimento médico ou de enfermagem, mas dão apoio físico e emocional cujos resultados são de eficácia comprovada através de evidências científicas! 

Restou provado que quando o suporte de trabalho contínuo foi fornecido por uma doula, os resultados foram:
1. Diminuição de 31 % na utilização de oxitocina
2. Diminuição de 28 % no risco de cesárea
3. Aumento de 12% na probabilidade de um parto vaginal espontâneo
4. 9 % de redução no uso de qualquer medicação para o alívio da dor
5. Diminuição de 14 % no risco de recém-nascidos a ser internado em um berçário de cuidados especiais
6. 34 % de redução no risco de estar insatisfeita com a experiência do nascimento

História:
Rondônia vem lutando por melhores condições obstétricas há muito tempo e durante anos figurou como Estado número um em nascimentos por cirurgia. O único da Região Norte onde os nascimentos por via cirúrgica superavam os por via vaginal. Estamos em segundo lugar atualmente, com quase 70% de cesáreas; índice muito superior ao estabelecido pela Organização Mundial de Saúde que é de 10 a 15%.

Porto Velho já conta com Equipe de Parto Domiciliar assistido e mais de 10 doulas atuantes!
Cacoal tem projeto com Doulas voluntárias na Maternidade Municipal desde 2014!
Tem parto humanizado em Ji-paraná, em Espigão do Oeste!
Vilhena conta com profissionais médicos e enfermeiros engajados na Humanização do Nascimento.


Um crescente movimento de mulheres e, mais recentemente, de Doulas, vem buscando a garantia de direitos básicos como o de se movimentar e se alimentar durante o trabalho de parto, além do cumprimento da Lei do Acompanhante, lei federal que já tem quase uma década e ainda é descumprida em muitos municípios.

Veja o Projeto já assinado e que irá para votação em breve!

Participe da sessão! Venha fazer coro com mulheres rondonienses em busca de mais saúde e segurança para seus partos!!!

Saiba mais aqui








Veja aqui como nasceu o bebê que recheia a barriga na foto inicial do post!

Relato de Parto da Maria: VBA2C parto normal após duas cesáreas a caminho da maternidade, em Porto Velho


Parto normal após duas cesáreas? Sim, acontece em todo país, com segurança, sob os cuidados de equipes experientes. Com Maria Divina foi um pouco diferente... abalada por experiências terríveis passadas nas duas cesáreas que sofreu para ter suas filhas, ela relutou tanto para ir à maternidade que seu bebê veio a caminho, dentro do carro!

Este espaço não faz apologia ao parto desassistido. Embora saibamos que intervenção aumenta os ricos durante o trabalho de parto e que muitas más conduções são responsáveis por desfechos trágicos, a luta é para que todas as mulheres possam ter experiências dignas e seguras de parto e que bebês possam nascer de forma saudável em partos normais bem conduzidos ou cirurgias bem indicadas, tudo conforme os protocolos da Medicina Baseada em Evidências Científicas.

Maria Divina só fugiu porque não estava certa de que poderia viver uma experiência diferente das anteriores... só fugiu porque não confiou plenamente em nosso sistema de saúde... e é isto que está muito errado! Toda mulher merece ser acolhida com respeito e dignidade, merece ser protagonista de seu parto e as instituições públicas e privadas devem estar preparadas para receber esta mulher...

Para saber mais:

Clique aqui sobre indicações reais e fictícias de cesárea

Clique aqui para saber sobre parto humanizado

Clique para conhecer o documentário O Renascimento do Parto

Clique aqui para saber mais sobre doulas 

E vamos ao relato:



Me chamo Maria Divina S. e Silva Brasil, tenho 34 anos e, após duas cesarianas, eu tive um parto 100% natural, contra todo um sistema manipulador que sempre disse que eu seria incapaz de conseguir um parto normal após duas cesarianas.

Há pouco mais de 2 anos atrás eu tive uma experiência extremamente amarga ao tentar ter minha filha de um parto natural. Fui humilhada, destratada, assediada como mulher por um profissional da saúde que, desde o inicio, disse que eu não teria um parto normal e mesmo tendo dilatado 10 cm ele (médico) não quis esperar e me levou pra uma cesariana, após 20 horas de trabalho de parto.

Enfim engravidei novamente e mesmo tendo vivido essa experiência ruim, o sonho bateu forte dentro de mim novamente. Então decidi fazer tudo que estava ao meu alcance... estudei, li muitos relatos, documentários, informações de todas as fontes, cuidei da alimentação, procurei me exercitar e desejei alguém que pudesse me ajudar. E encontrei uma pessoa perfeita que foi um anjo em minha vida, a doula Iaci Cajo.

Com 39 semanas e 3 dias minhas contrações iniciaram pouco antes das 4 da manhã do dia 06/03, já estavam incomodando um pouco, em intervalos de 30 em 30 minutos e tentei ficar um pouco mais na cama. Não consegui mais dormir, levantei, organizei algumas coisas na casa e quando foi 7:15h acordei meu marido e avisei que o neném estava a caminho e que tinha que levar nossas filhas para a creche, então liguei para a doula e esta chegou logo em seguida.

Ficamos conversamos e as contrações foram só evoluindo. Caminhei um pouco pelo condomínio onde morava, fiz agachamento e quando vinham as contrações eu procurava achar a melhor posição, porém a que me sentia melhor era de joelhos na bola. Nesse intervalo de tempo tentava comer ou beber, mas nada parava no estomago, me sentia um pouco fraca.

La pelas 10 horas, as dores foram ficando cada vez piores e eu estava inquieta, com o carinho e atenção da doula que me ajudava com palavras de incentivo, massagens, apoio emocional, eu queria meu esposo o tempo todo comigo e me apoiava nele sempre que vinha as dores e continuou assim.


As dores foram ficando mais intensas! Ah e porque não fui para maternidade? Porque desde o inicio eu decidi lutar por um parto natural, sem me sentir roubada, humilhada e passar por uma cirurgia desnecessária. Eu decidi ser a protagonista do meu parto, decidi acreditar em mim e no meu corpo, entendi que sou perfeita, meu corpo é perfeito e funciona.

Enfim perto do meio dia, as dores estavam bem fortes e comecei sentir vontade de fazer força e tentava me controlar para não fazer, sentia ele descer e percebia que estava cada vez mais perto de ver meu príncipe, mas preferi não dizer nada para a doula nem para meu esposo. Já estava tão forte que eu pensava em não aguentar mais.

Minha doula, percebendo minha mudança de comportamento, disse ‘vamos, já está na hora’. Ainda tentei relutar, pois sentia que estava perto demais e eu sabia que não chegaria a tempo na maternidade... mas, meu marido também falou para irmos para a maternidade e fomos todos para o carro.

Entrei no carro e no segundo quebra mola do meu condomínio, senti um dor fortíssima e uma vontade incontrolável de fazer força! Gritei pedindo que a doula me ajudasse e então vi meu pequeno Aharon Levyh sair, todo empelicado, chorando ainda em sua bolsa de água e só conseguia agradecer aquele que me criou e tornou tudo isso possível!


Ela o pôs em meus braços, muito emocionada, eu o segurei e dei mamá e continuamos seguido para a maternidade. Ao chegar lá meu marido cortou o cordão umbilical.


Eu pari um parto sem nenhuma intervenção, sem toque, sem episiotomia... meu filho não sofreu agressão nenhuma. Escrevo este relato com 12 dias de pós-parto já faço tudo sozinha, minha recuperação foi perfeita e para quem viveu duas cesarianas sabe bem o que isso significa.

Portanto se o sonho é seu acredite, confie. Vá ate o limite de suas forças e vença.Obrigada ao meu esposo querido que me amou e me ajudou. Agradeço à querida doula Iaci Cajo, você fará parte desta história para sempre.

Provérbios: 23. 7. Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é

16 de março de 2015

Relato de parto da Dani: parto normal hospitalar em Espigão do Oeste


A Dani conseguiu o improvável: saiu de uma grande capital que já conta, inclusive, com equipes de parto domiciliar (Cuiabá/MT) e veio parir no interior de nosso Estado. Conseguiu esta experiência linda que vocês verão, graças a profissionais cada vez mais engajados em proporcionar protagonismo à parturiente!

Dani tinha o mais importante: uma equipe dedicada e apoio e amor incondicional do marido e da família! Não tinha como ser diferente...



A chegada do João Pedro

A vinda do João Pedro para nossas vidas fora uma grande surpresa, tanto eu quanto meu esposo não esperávamos por essa grande novidade, mas isso não nos intimidou - em momento nenhum - em gerar, durante nove meses uma nova pessoa, com muito amor e carinho.

Como morava em Cuiabá há pouco mais de um ano, não me sentia segura em tê-lo tão longe da minha família. Ainda sem informação, me preparava para uma cesária desnecessária. Até um dia, em uma festa de casamento, eu encontrar uma cliente (Luciana) do escritório onde eu trabalhava, que abrira minha mente ao relatar seu parto. A partir daquele momento, tive a certeza que era aquilo que eu queria para minha vida e para a do meu filho.

Como já tinha em mente ganhar nosso João Pedro em Rondônia, comecei então uma busca por uma Doula. Foi então que apareceu minha amiga Geisy que estava perto de ganhar o seu João e ela teria contratado uma Doula, em Cacoal, que desde o primeiro contato me dera várias dicas, inclusive a de assistir ao filme "ORenascimento do Parto", que foi crucial para fortalecer ainda mais minha decisão. Então, a partir desses contatos, comecei a me preparar física e psicologicamente para o meu parto.

Ao 8° mês de gestação, segui com minha viagem de Cuiabá para o interior de Rondônia, deixando meu esposo, pois não poderia vir por conta do trabalho. De coração apertado e ainda meio sem rumo em relação ao meu obstetra e ao local do parto, cheguei em Espigão d'Oeste. Ao contatar uma Doula, ela me informou que não poderia me acompanhar no meu parto, o que já me deixou muito desanimada em relação a seguir com a ideia do parto natural. Ela me sugeriu conversar com um obstetra que ela conhecia e que atendia em Espigão do Oeste (um anjo-parteiro que apareceu na minha vida! kkkkkkk) o qual, na primeira consulta, já com 35 semanas, me fez voltar a me animar!

Seguimos com as consultas rotineiras da reta final, e algo me incomodava muito: João Pedro não encaixava. Com 38 semanas (dia 04/02/2015), na última consulta antes do parto, ele estava na posição, mas não encaixava por nada nessa vida, o que me deixou muito preocupada.

Naquela semana teria passagem para lua cheia e minha Vózinha disse que ela predominava fortemente sobre as gestações por 3 dias antes e 3 depois rsrsrsrrsrs. Se influenciou mesmo eu não sei, mas no dia 06 de fevereiro acordei me sentindo estranha, tomei meu café e voltei a deitar. Dormi um pouco e, quando fui ao banheiro, me dei conta que meu tampão havia saído. Liguei para o médico, e ele me disse para esperar, pois eu poderia entrar em trabalho de parto em 48 horas ou só em uma semana. Liguei para meu esposo para contar sobre a novidade, o que deixou ele bem apreensivo sobre como seria de agora pra frente. Comecei então a fazer exercícios em casa na bola suíça, passei a tarde fazendo exercícios com intervalos.

Então, no outro dia amanheci com cólicas, pequenas contrações que vinham sem ritmo e com pouca intensidade. Voltei a ligar para meu obstetra e ele disse para eu ir até ele para examinar. Peguei o telefone para ligar para meu tio me levar... quando desliguei minha mãe me liga pedindo para esperar, pois tinha alguém querendo me ver. Quando ela chega, chega junto meu esposo, que viajou a noite toda escondido de mim para não me deixar preocupada: sim, ele viajou 12 horas de carro para estar com a gente! Segurei para não chorar, devido a todo o esforço dele para poder estar presente nesse momento tão especial para nós três!!!

Seguimos para a consulta e, ao ser examinada, o meu GO disse que eu ainda não estava em trabalho de parto, mas que o João Pedro encaixou!!! O que me deixou feliz, porém apreensiva, pois como meu esposo só teria 5 dias de licença não poderíamos esperar mais tanto. De coração apertado voltamos pra casa.

Passamos a tarde toda juntos matando a saudade, com muito carinho e muita liberação de ocitocina <3. Fomos dormir cedo naquela noite, pois ele estava cansado de viajar a noite toda e eu com bastante dores desreguladas. Durante a madrugada, as contrações pegaram ritmo, vinham de uma e uma hora e depois de meia em meia, mas ainda consegui descansar um pouco. Às 4:00, fui ao banheiro e me dei conta que o restante do tampão havia saído, voltei a dormir. Às 6:00 acordo ensopada, com muito liquido vazando... sim, minha bolsa havia rompido.
Liguei para todo mundo avisando, e fomos para o hospital publico da cidade para que eu pudesse ser examinada pelo plantonista, e então a notícia, eu estava em TP com 1 cm de dilatação!!! Voltei para casa, tomei um café da manhã reforçado, com contrações de 10 em 10 minutos, fomos para o hospital às 09:00 da manhã daquele domingo com 3 cm de dilatação, e ali começou uma viagem sem volta para a vinda do meu João Pedro.
Quando digo uma viagem, é porque essa é a principal referência que tenho do meu parto! Uma viagem repleta de amor, carinho e principalmente RESPEITO pelos profissionais que ali me assistiam. Durante todo meu trabalho de parto tive um apoio incondicional de todos, quando digo todos vai desde minha família até os profissionais presentes ali.

Ao meio dia meu médico pediu para que o hospital trouxesse almoço para mim... SIM, MEU OBSTETRA QUERIA QUE EU ALMOÇASSE!!!! (HAHAHAHAHA) Mas as contrações, assim que chegou o almoço, ficaram bastante intensas, com intervalos de apenas 1 minuto.


Tive direito a tudo, bola suíça, chuveiro, música ambiente, massagem na lombar, almoço (apesar de não conseguir comer) e, principalmente, a presença das pessoas que eu mais amo nessa vida. Devido a essas e outras coisas serei eternamente grata ao meu médico e à enfermeira do hospital.


Aproximadamente as 16:30, com 7cm de dilatação, fui para a famosa partolândia, consumando quando digo uma viagem em relação ao meu parto, pois nós viajamos mesmoo... pude sentir contração por contração, sabendo que eu poderia pedir uma cesária para amenizar aquela dor, mas quanto mais meu corpo sentia dor, mais vontade eu sentia de ir até o fim... fui tomada por uma garra que eu não sei da onde veio, tudo isso acompanhada pela minha família e principalmente pelo meu esposo, que esteve comigo o tempo todo, foi pra de baixo do chuveiro comigo e tudo!!!


Às 18:00, sentada na bola suíça, constataram dilatação total. Nesse momento, voltei a mim e à realidade de estar tão perto de trazer o meu menininho ao mundo! No que eu fiz força na bola, senti ele descer de uma vez só, mas acabou voltando! Tentei posição de cócoras, mas ele não vinha, até que fomos pra cama. Ali começou outra etapa, já sem forças gritei por uma cesária, mas meu médico e todos ali confiaram em mim e eu senti queimar, a cada descida do meu amor! Estavam na sala: minha mãe, minha irmã, minha avó, minha tia e meu esposo! Meu esposo falava no meu ouvido: Vai, você consegue, é nosso príncipe que ta vindo. Eu ouvia todos torcerem como num jogo de futebol. Hahahaha

Mas eu estava sem forças, e estava me dando conta disso, não comi nada o dia todo!! Estava sustentada pelo café que havia tomado há doze horas atrás... então me aplicaram um soro de glicose. Até que senti o João Pedro coroar, e de repente veio uma força fora do comum, uma força que o meu corpo consciente não tinha mais, era o meu corpo trabalhando da forma mais fantástica que poderia acontecer, e eu fiquei fora de si por uns 3 segundos!
E então comecei a escutar todos comemorando, meu esposo com a cabeça abaixada no meu ombro soluçando de chorar, e então me dei conta que meu mais sincero amor acabava de nascer... ao escutar seus gemidinhos!!<3


Passado esse momento, já peguei ele colo, olhei para o rostinho dele, ele com os olhinhos abertos reparando tudo, e então eu disse: NÓS CONSEGUIMOS MEU AMOR!! E ele com apenas um gemidinho me respondeu! Em seguida amamentei ele, ali mesmo, ainda ligados pelo cordão que fora cortado pelo meu esposo.


Pari meu João Pedro, que nasceu com 50 cm e 3.600 kg, depois de 12 hrs de trabalho de parto, sem NENHUMA intervenção desnecessária, sem soro, sem episiotomia, e principalmente, com todas minhas vontades respeitadas! Foi lindo, perfeito, muito além do que eu imaginava ter, pois muitos me diziam que eu era louca de sair de uma capital como Cuiabá e vir parir no interior de Rondônia, mas eu vim com a cara e a coragem, e fui assistida da melhor forma possível!

Nós mulheres, somos fortes, sabemos parir!!! E nossos bebês sabem nascer, só basta esperar sua hora! Serei eternamente grata a minha família pelo apoio integral em todas as doze horas de trabalho e à equipe do hospital, que eu não sei como teria sido se não fosse eles! Meu médico e minha enfermeira: vocês são meus DIVOS PARTEIROS! Obrigada por tudo, mas principalmente por me ajudarem a ser a protagonista do meu parto!
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